A noite em Belém foi de futebol em estado bruto, daqueles que misturam chuva, emoção, tensão e o imprevisível que só o esporte consegue oferecer. No Mangueirão, o torcedor viu um duelo digno de grandes palcos nacionais: o Remo começou fulminante, o Palmeiras reagiu com força e o empate em 1 a 1 acabou refletindo a intensidade de uma partida que teve de tudo - gol relâmpago, virada de domínio, chances claras e intervenções decisivas do VAR.
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PRIMEIRO TEMPO
Nem mesmo a forte chuva que castigou Belém e atrasou a partida em 1h38 diminuiu a intensidade do confronto entre Clube do Remo e Palmeiras no Mangueirão. Em um primeiro tempo movimentado, com chances para os dois lados e muita disputa física, as equipes foram para o intervalo empatando em 1 a 1.
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O Remo começou a partida em alta rotação e precisou de apenas dois minutos para incendiar o Mangueirão. Após cobrança de lateral, Zé Welison aproveitou a sobra e encontrou Yago Pikachu, que serviu Alef Manga na entrada da área. O atacante dominou e bateu cruzado, no canto de Carlos Miguel, abrindo o placar para o Leão Azul. Embalado pela torcida, o time azulino seguiu pressionando e ainda assustou em cobrança ensaiada de falta com Patrick, além de boa chegada de Jajá, que obrigou Carlos Miguel a fazer importante defesa.
PALMEIRAS CRESCE APÓS INÍCIO PRESSIONADO
Depois do impacto do gol sofrido, o Palmeiras passou a controlar mais a posse de bola e aumentou a presença ofensiva. A equipe paulista começou a explorar principalmente as jogadas de velocidade com Jhon Arias e Ramón Sosa. Aos 16 minutos, Sosa chegou a finalizar cara a cara com Marcelo Rangel, mas o lance já estava invalidado por impedimento.
O empate veio aos 23 minutos em um lance de erro azulino no meio-campo. Patrick tentou o passe no meio-campo, mas entregou a bola nos pés de Allan, que acionou Ramón Sosa na entrada da área. O atacante arriscou forte, a bola desviou na defesa do Remo e enganou Marcelo Rangel antes de morrer no fundo das redes.
JOGO SEGUE ABERTO E GOLEIROS SE DESTACAM
Após o empate, o duelo ficou ainda mais equilibrado. O Palmeiras quase virou em finalização perigosa de Flaco López, enquanto Allan obrigou Marcelo Rangel a fazer grande defesa depois de bela jogada individual de Arias. Do lado azulino, Pikachu seguia sendo uma das principais armas ofensivas e quase encontrou Marcelinho em cruzamento perigoso já nos minutos finais.
A reta final do primeiro tempo ainda teve reclamação de possível pênalti para o Remo após bola no braço de Marlon Freitas dentro da área, mas a arbitragem mandou o jogo seguir. Antes do intervalo, Arias ainda tentou colocar o Palmeiras em vantagem em chute colocado defendido por Marcelo Rangel. Após 48 minutos, o árbitro encerrou a etapa inicial com empate em 1 a 1 no Mangueirão.
SEGUNDO TEMPO
Logo no início da etapa final, o Remo assustou. Aos 2 minutos, Patrick finalizou forte após jogada de Zé Ricardo e obrigou Carlos Miguel a grande defesa. Na sequência, Marcelinho ainda acertou o travessão em cabeçada após cobrança de escanteio de Mayk, levando o Mangueirão ao delírio. O Palmeiras respondeu rápido, criando chances com Ramón Sosa e Arias, mas parando em finalizações imprecisas ou na defesa azulina.
VAR MUDA JOGO E EXPULSÃO COMPLICA O REMO
O duelo ganhou novo rumo aos 26 minutos, quando o VAR entrou em ação para revisar um lance entre Zé Ricardo e Andreas Pereira. Após análise no monitor, o árbitro retirou o cartão amarelo e aplicou o vermelho direto ao volante do Remo, deixando a equipe com um jogador a menos em um momento decisivo da partida.
Mesmo em desvantagem numérica, o Remo ainda tentou reagir com Jajá, que arriscou de fora da área e obrigou defesa segura de Carlos Miguel. Do outro lado, o Palmeiras aumentou a pressão com escanteios, cruzamentos e presença constante na área adversária, mas esbarrou na boa organização defensiva azulina e nas intervenções do goleiro Marcelo Rangel.
GOL ANULADO E TENSÃO ATÉ O FIM
O lance mais polêmico do jogo veio aos 50 minutos. Após cobrança de escanteio de Giay, Bruno Fuchs finalizou forte e marcou o que seria o gol da virada alviverde. No entanto, após revisão do VAR, o árbitro anulou o lance ao identificar toque de mão de Flaco López na origem da jogada, mantendo o empate no placar.
Antes disso, o Palmeiras já havia levado perigo com Flaco López e Khellven, enquanto o Remo também teve chances claras, incluindo uma cabeçada de Marcelinho no travessão e uma finalização de Patrick defendida por Carlos Miguel. Com o empate confirmado após longa disputa e forte intensidade, as equipes deixaram o gramado com sensação de jogo aberto e pontos divididos no Mangueirão.
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