A partida desta quarta-feira (11), contra o Atlético-MG, na Arena MRV, ganhou contornos decisivos para o Remo e, principalmente, para o técnico Juan Carlos Osorio. Pressionado desde o início da temporada, o treinador ainda não conseguiu convencer a torcida azulina, reflexo das oscilações apresentadas pelo time nas primeiras rodadas do Campeonato Brasileiro. Com isso, a diretoria já está atenta ao mercado da bola.
O desempenho no clássico diante do Paysandu agravou ainda mais o cenário. No primeiro tempo, o Remo foi amplamente dominado, com falhas coletivas, baixa intensidade e desorganização tática. A reação só aconteceu após a expulsão de um jogador adversário. O empate veio mais pela superioridade numérica do que por mérito técnico, e o time pouco ameaçou a vitória.
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Diante desse contexto, o duelo contra o Atlético-MG ganhou peso extra nos bastidores do Baenão. Apesar do favoritismo, o clube mineiro também atravessa um momento delicado. O Galo venceu apenas três dos últimos 16 jogos, acumula seis empates em nove partidas disputadas na temporada e tem aproveitamento de apenas 37,5%. Nem mesmo a Arena MRV tem sido sinônimo de segurança.
O Atlético ainda sente os reflexos de um fim de 2025 turbulento, quando lutou contra o rebaixamento no Campeonato Brasileiro, perdeu a final da Copa Sul-Americana e agora corre risco de ficar fora das semifinais do Campeonato Mineiro. Um cenário que expõe fragilidades e torna o confronto menos desequilibrado do que indica o peso das camisas.
Pressão aumenta sobre Osorio
Para Juan Carlos Osorio, o confronto desta quarta-feira vai além da terceira rodada da Série A. Uma nova atuação abaixo do esperado pode tornar sua permanência insustentável. Já um desempenho competitivo pode representar um ponto de virada. Diante de um adversário pressionado, o Remo terá a chance de mostrar se ainda há resposta técnica, comando e evolução. Ou se a pressão, definitivamente, falará mais alto.
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