Mesmo disputando a Série C, o Paysandu vem mostrando que sua força nas arquibancadas vai além do volume de torcedores. Um levantamento da plataforma, Sr. Gol, ao qual o DOL teve acesso e que reúne clubes das Séries B e C, revela que o Papão supera diversas equipes da segunda divisão nacional em arrecadação, impulsionado pela política de valorização dos ingressos e pela eficiência na conversão da receita em lucro.
O clube paraense pratica o ingresso mais valorizado de todo o estudo, com ticket médio líquido de R$ 26,64 e ticket médio bruto de R$ 41,23, os maiores entre todos os participantes. O valor é significativamente superior ao de clubes tradicionais da Série B, como Vila Nova (R$ 20,31), Sport (R$ 35,29), Goiás (R$ 15,96) e Náutico (R$ 33,49).
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Segundo o levantamento, para se ter o valor do "Preço Médio do Ingresso Baseado na Renda Bruta ou Renda Líquida", é feita a divisão entre a renda e o número de ingressos vendidos.
Receita bruta e líquida
O reflexo aparece diretamente nas receitas. Em apenas oito partidas como mandante, o Paysandu acumulou R$ 2.140.222,50 em renda bruta, a terceira maior arrecadação geral, ficando atrás apenas de Sport e Santa Cruz. Com esse desempenho, o Papão deixou para trás clubes da Série B como Criciúma (R$ 1.2 milhão), Náutico (R$ 1.6 milhão), Vila Nova (R$ 1.01 milhão), Ceará (R$ 1 milhão), Fortaleza (R$ 923 mil), Avaí (R$ 980 mil) e Goiás (R$ 713 mil).
A vantagem se mantém quando o assunto é dinheiro efetivamente levado para os cofres do clube. O Paysandu encerrou o período com R$ 1.382.735,80 de renda líquida, a segunda maior marca entre todas as equipes analisadas, superado apenas pelo Sport. O valor também supera com folga clubes da Série B como Vila Nova (R$ 869 mil), Goiás (R$ 380 mil), Náutico (R$ 612 mil) e Atlético-GO (R$ 158 mil).
Outro dado que reforça a eficiência da estratégia comercial é a conversão da receita. O Paysandu conseguiu transformar aproximadamente 65,7% da renda bruta em renda líquida, percentual elevado considerando os custos operacionais das partidas.
Média de público
O desempenho chama ainda mais atenção porque o clube não está entre os líderes de público. Com média de 6.488 pagantes por jogo, o Papão aparece apenas na sexta colocação do ranking, atrás de Santa Cruz, Sport, Fortaleza, Ceará e Criciúma. Ainda assim, arrecada mais do que todos esses clubes da Série B, com exceção do Sport.
Mas é importante destacar que os bicolores vêm mandando seus jogos na Série C para o estádio Banpará Curuzu, que possui capacidade menor que a dos clubes acima dele no ranking geral avaliado.
Os números mostram que o Paysandu encontrou um equilíbrio entre demanda e precificação. Em vez de depender exclusivamente de grandes públicos, o clube maximiza a arrecadação por torcedor presente no estádio. O resultado é um desempenho financeiro que rivaliza e, em muitos casos, supera equipes de uma divisão acima, consolidando o Papão como um dos casos mais eficientes de exploração da bilheteria no futebol brasileiro em 2026.
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