O imbróglio envolvendo a transmissão da partida entre Santa Rosa Esporte Clube e Paysandu Sport Club, válida pelo Campeonato Paraense, ganhou um novo desdobramento neste sábado. Após a informação de que o confronto, marcado para domingo (15), às 15h30, no Ipixunão, não terá exibição na TV aberta nem nas plataformas oficiais da competição, o Paysandu se manifestou oficialmente sobre o caso.
Diante da repercussão e da insatisfação de parte da torcida bicolor, o presidente do Paysandu, Márcio Tuma, afirmou que o clube acompanha o caso com cautela, mas ainda não tomou qualquer medida formal.
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“Estamos estudando a situação, mas ainda não existe medida jurídica efetivada”, declarou o dirigente em contato com a reportagem do DOL. Tuma ainda esclareceu que, até o momento, não haveria espaço para negociar alternativas junto à direção do Macaco-Prego.
A fala indica que, apesar de analisar o cenário, o Paysandu segue monitorando o imbróglio, mas não tomou alguma medida oficial até o momento.
Entenda o impasse
O confronto entre Santa Rosa e Paysandu, válido pela última rodada da primeira fase do Parazão 2026, tornou-se símbolo de um impasse financeiro e jurídico que envolve clubes do interior, a Funtelpa e a Federação Paraense de Futebol.
A origem do conflito está na negociação das cotas de transmissão do Campeonato Paraense. Em bloco, os clubes do interior pediram reajuste de 30% nos valores pagos pela TV aberta em relação à temporada passada. A Funtelpa apresentou contraproposta de 10%. A maioria aceitou, mas o Santa Rosa recusou o percentual e decidiu não aderir ao acordo coletivo, optando por não autorizar a transmissão de suas partidas.
Com base na Lei do Mandante (Lei nº 14.205/2021), que garante ao clube mandante o direito exclusivo de negociar e autorizar a exibição de seus jogos, o Santa Rosa passou a controlar integralmente a exploração audiovisual da partida. O clube determinou que o duelo só será transmitido em seu próprio canal no YouTube, mediante assinatura paga, como já vem sendo ao longo da competição. Também condicionou eventual exibição no Canal do Benja ao pagamento direto, rejeitando o modelo de “revenue share” (divisão de receitas) adotado no streaming parceiro da federação.
A federação, por sua vez, sustenta que o contrato com o streaming não prevê valor fixo garantido, diferentemente do acordo com a TV aberta, o que limita repasses imediatos aos clubes. Já o Santa Rosa argumenta que o modelo atual não assegura retorno financeiro suficiente e defende maior valorização das equipes do interior.
O resultado prático é que o torcedor, especialmente o do Paysandu, ficou sem opção gratuita para assistir ao jogo até o momento.
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