O esporte de alto rendimento tem dessas voltas que parecem desafiar o próprio tempo. Quando muitos imaginam que determinados capítulos já foram encerrados, basta uma faísca para reacender rivalidades e reescrever trajetórias. Nas artes marciais mistas, onde memória e legado caminham lado a lado, certos reencontros carregam o peso simbólico de uma era inteira.
Foi nesse espírito que a ex-campeã do UFC, Ronda Rousey, anunciou nesta terça-feira (17) seu retorno ao MMA. A americana enfrentará Gina Carano, considerada uma das pioneiras do MMA feminino, em luta marcada para o dia 16 de maio, em Los Angeles.
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Aos 38 anos, Rousey volta à ativa após quase uma década longe dos octógonos. Seu último combate ocorreu em 2016, quando foi derrotada pela brasileira Amanda Nunes na disputa do cinturão peso-galo, encerrando um ciclo dominante que incluiu sete defesas de título bem-sucedidas entre o UFC e o Strikeforce.
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Com um cartel de 12 vitórias e duas derrotas, Ronda construiu uma das carreiras mais impactantes da história do MMA feminino, ajudando a popularizar a modalidade e abrindo portas para uma nova geração de lutadoras.
LUTA CONTRA ÍDOLO PESSOAL
O confronto contra Gina Carano carrega um significado especial. Em entrevistas anteriores, Rousey já havia declarado que só consideraria voltar ao MMA para enfrentar justamente aquela que a inspirou a iniciar na modalidade.
Carano, que possui sete vitórias e apenas uma derrota na carreira, ganhou notoriedade ao disputar o cinturão do Strikeforce contra a brasileira Cris Cyborg, em uma luta histórica para o esporte.
TRAJETÓRIA ALÉM DO OCTÓGONO
Antes de se tornar estrela do MMA, Rousey também brilhou no judô, conquistando a medalha de bronze nos Jogos Olímpicos de Pequim 2008, feito que a consolidou como uma das atletas mais completas de sua geração.
Já Gina Carano, após deixar as competições, construiu carreira como atriz, participando de produções como Velozes e Furiosos 6, Deadpool e da série The Mandalorian.
Agora, anos depois de terem trilhado caminhos distintos, as duas pioneiras voltarão a se encontrar no ambiente que as transformou em ícones, em um duelo que promete mobilizar fãs e reviver uma das rivalidades mais simbólicas da história recente do MMA feminino.
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