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DENÚNCIA AO STJD

Neymar pode pegar punição pesada por fala machista em jogo

Comentário após jogo levanta debate sobre machismo no futebol e pode gerar punição com base no Código Desportivo

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Imagem ilustrativa da notícia Neymar pode pegar punição pesada por fala machista em jogo camera Discussão com árbitro da partida motivou a fala do jogador | Raul Baretta/ Santos FC

O futebol brasileiro se vê mais uma vez no centro de um debate sobre linguagem, respeito e responsabilidade de atletas. Após a vitória do Santos de 2 a 0 contra Remo, na noite da última quinta-feira (2), o atacante Neymar usou a expressão "de chico" para criticar a arbitragem que rapidamente foi considerada ofensiva por boa parte do público. O termo, ligado historicamente ao período menstrual feminino, reacendeu discussões sobre preconceito de gênero e estereótipos machistas no esporte.

Especialistas em direito desportivo avaliam que a fala pode resultar em uma denúncia ao Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD), conforme prevê o Código Brasileiro de Justiça Desportiva. O artigo 243-G trata de atos discriminatórios ou ultrajantes, enquanto o artigo 258 aborda condutas contrárias à disciplina ou à ética esportiva. Dependendo do enquadramento, as punições podem ir de advertências a suspensões de até 10 jogos.

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O advogado Matheus Laupman, especialista em direito desportivo, afirma que a fala pode ser enquadrada como infração ao artigo 243-G, com pena de cinco a dez partidas de suspensão. Carlos Ramos, professor universitário e colunista do Lei em Campo, reforça que o atleta pode ser denunciado pela Procuradoria do STJD por ato discriminatório relativo a preconceito de gênero, também com suspensão prevista de cinco a dez partidas.

Por outro lado, a mestre em direito desportivo Fernanda Soares pondera que o caso poderia ser interpretado como desrespeito à arbitragem, conforme artigo 258, o que resultaria em punição mais leve, de uma a seis partidas.

Além das questões jurídicas, o episódio chama atenção para o papel dos atletas como formadores de opinião e para a necessidade de revisão de comportamentos historicamente aceitos no futebol. A jornalista Mariana Pereira, da ESPN, destaca que expressões sexistas e preconceituosas, mesmo comuns no passado, não têm mais lugar em um esporte que busca alinhamento com princípios de inclusão e direitos humanos.

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O caso de Neymar evidencia uma interseção crescente entre discurso, responsabilidade institucional e limites da liberdade de expressão no esporte. Mais do que um episódio isolado, serve de alerta para a importância de o futebol brasileiro avançar em direção a um ambiente mais ético e respeitoso.

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