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RECONHECIMENTO

Obra de Vital Lima é reconhecida como patrimômio cultural 

Com uma vasta carreira na Música Popular Paraense, o cantor é dono de importantes clássicos regionais, como "Círios" e "Flor do Destino". Confira!

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Imagem ilustrativa da notícia Obra de Vital Lima é reconhecida como patrimômio cultural  camera Com nove álbuns lançados em 48 anos de carreira construídos entre o Pará e o Rio de Janeiro, Vital Lima agradeceu à deputada, aos demais parlamentares e ao povo do Pará pela conquista. O projeto de lei segue para a sanção da governadora Hana Ghassan. | Foto: Marcelo Castelo Branco

A Assembleia Legislativa do Estado do Pará (Alepa) aprovou, à unanimidade, nesta terça-feira (04/08), o projeto de lei da deputada estadual Lívia Duarte (PSOL) que reconhece a obra do cantor e compositor Vital Lima como patrimônio cultural e imaterial do Pará.

Com nove álbuns lançados em 48 anos de carreira construídos entre o Pará e o Rio de Janeiro, Vital Lima agradeceu à deputada, aos demais parlamentares e ao povo do Pará pela conquista. O projeto de lei segue para a sanção da governadora Hana Ghassan.

Nascido em Belém do Pará, em 23 de julho de 1955, Vital Lima é uma das vozes marcantes da música popular paraense e autor de clássicos regionais, como “Círios”, além de um precioso repertório em parceria com Nilson Chaves, com quem lançou o álbum “Interior” e o DVD “Sina de Ciganos”, com canções inspiradas na realidade amazônica, e “Waldemar”, com a obra do Maestro Waldemar Henrique, nos quais se destacam músicas como “Flor do Destino” e “Tempodestino”. Mudou-se para o Rio de Janeiro em 1975, mas manteve conexão com a terra natal e, atualmente, possui residências na capital carioca e na ilha de Mosqueiro, em Belém, nas quais divide temporadas.

“A notícia (da aprovação pela Alepa) me pegou de surpresa. Eu havia me sentido honrado quando a obra do Nilson Chaves foi considerada patrimônio cultural e imaterial do Pará, uma vez que temos toda uma história de canções feitas de parceria. Estou feliz que o reconhecimento tenha se estendido até mim, através do projeto da deputada Lívia Duarte. Fico muito grato a ela pela lembrança e, de uma forma mais abrangente, agradeço aos paraenses, através de cada um dos deputados que votaram pela aprovação. O paraense que eu sou ama esse estado e a nossa cultura”, agradeceu Vital Lima.

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Sucessos

O artista paraense coleciona histórias de sucesso, como a música "Pastores da Noite" que se tornou tema da novela "Memórias de amor", da TV Globo, em 1979; lançamento do álbum “Cheganças”, em Brasília, em 1980; classificação no Festival MPB-80 da TV Globo; vitória no Festival Regional da Canção Popular de Cascavel (PR) com a música "Vale a Pena", em 1984; álbum “Waldemar”, relançado em 1994, foi considerado um dos dez melhores do ano pela crítica do jornal "O Globo"; fez show no Teatro Rival, um dos mais importantes do Rio de Janeiro; compôs as trilhas das peças de teatro "O Cândido Chico Xavier" e "Bonequinha de Pano", de Ziraldo, com letras de Jamil Damous e de Ziraldo, que recebeu o prêmio Maria Clara Machado de Melhor canção/trilha de Teatro Infantil de 2003, concedido pela Prefeitura do Rio de Janeiro; e o realizou o show de 25 anos de carreira, “Canto Vital”, em Belém, no Teatro Margarida Schivasappa, em 2001.

Ainda, Vital Lima teve composições suas gravadas por artistas como Wanderléa, Simone, Andréa Pinheiro, Lucinnha Bastos, Elizeth Cardoso, Fafá de Belém, Emílio Santiago, Zé Renato, Marco André, Walter Bandeira e Marisa Gata Mansa, entre outros.

Confira a discografia de Vital Lima: “Pastores da Noite” (Tapecar Gravações/1978), “Cheganças” (Tapecar-Som Livre/1986), “Interior” com Nilson Chaves (Visom/1986), “Vital” (Outros Brasis/1990), “Waldemar” com Nilson Chaves (Outros Brasis/1994), “Chão do Caminho” - coletânea (Outros Brasis/1997), “Das coisas simples da vida” (IG-Outros Brasis/2005), “O que não tem fim”(Mills Records – 2015), “Canto Vital”- coletânea gravada ao vivo em maio/2001 com vários intérpretes, 2002 e participação no disco do Banco da Amazônia (BASA/2002) com a música “Coraçãozinho”.

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