Um novo tipo de fraude envolvendo Pix e cartão de crédito tem chamado a atenção de consumidores. O golpe pode permitir que criminosos utilizem o limite disponível no cartão para realizar uma transferência, enquanto o valor é cobrado posteriormente na fatura.
A fraude pode ocorrer por invasão de contas ou por engenharia social, quando o criminoso convence a própria vítima a realizar uma operação acreditando se tratar de um pagamento legítimo.
Como funciona o golpe?
O criminoso pode induzir o consumidor a usar o cartão para fazer um Pix ou, caso tenha acesso à conta, executar a operação diretamente. O dinheiro chega à conta indicada pelo golpista, enquanto o valor utilizado pode comprometer o limite do cartão e aparecer na fatura.
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Vítima deve agir rapidamente
Ao identificar uma movimentação suspeita, o consumidor deve procurar imediatamente o banco, informar a fraude e solicitar a contestação. Também é importante guardar protocolos e comprovantes do atendimento.
No caso do Pix, o cliente pode verificar com a instituição a possibilidade de acionar o Mecanismo Especial de Devolução (MED), que permite analisar a transação e, quando aplicável, tentar bloquear recursos ainda disponíveis na conta que recebeu o dinheiro.
E se a cobrança aparecer na fatura?
A vítima também deve comunicar a administradora do cartão, informar que não reconhece a operação e solicitar a análise da cobrança. Dependendo do caso, a instituição poderá avaliar medidas como suspensão ou eventual estorno.
Guardar comprovantes, protocolos e registros das conversas com o banco é importante para acompanhar a contestação.
Boletim de ocorrência é importante
O Boletim de Ocorrência (B.O.) também deve ser registrado. O documento pode reunir informações como data, horário, valor movimentado, forma de abordagem, mensagens, ligações e links usados pelos criminosos.
O registro pode ser apresentado à instituição financeira durante a análise da fraude, quando solicitado.
Como evitar o golpe?
Mensagens urgentes, pedidos inesperados de pagamento e contatos que pressionam o consumidor a agir rapidamente devem levantar suspeitas. O consumidor também deve desconfiar de ofertas que prometem vantagens em troca de transferências ou do uso do limite do cartão.
Antes de confirmar um Pix, é importante conferir o destinatário, o valor e os dados exibidos na tela. Senhas, códigos de autenticação e dados do cartão não devem ser compartilhados.
Seguro pode cobrir a fraude?
Algumas instituições oferecem produtos de proteção contra determinadas modalidades de fraude, mas a cobertura depende das condições do contrato e das circunstâncias do caso. Por isso, é importante verificar as regras e comunicar a instituição assim que a fraude for identificada.
O que fazer após o golpe?
Quem identificar um Pix feito com o limite do cartão deve procurar o banco o quanto antes, solicitar a contestação, verificar a possibilidade de acionamento do MED e comunicar a administradora do cartão.
Também é recomendado registrar o B.O. e reunir comprovantes, capturas de tela, mensagens e protocolos. A recuperação dos valores não é automática e depende da análise do caso pelas instituições envolvidas.
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