O jornalista Carlos Monforte morreu nesta segunda-feira (31/08), aos 77 anos, segundo informação divulgada pela GloboNews. A causa da morte ainda não foi informada. Com mais de três décadas de atuação na TV Globo, o profissional se tornou um dos nomes históricos do telejornalismo brasileiro e teve papel importante na consolidação do jornalismo político e da cobertura em Brasília.
A morte de Monforte ocorre poucos meses após a despedida de outro nome histórico do Bom Dia Brasil. Renato Machado morreu em julho deste ano, aos 80 anos. Os dois fizeram parte da história do telejornal e estiveram entre os profissionais que ajudaram a consolidar a atração ao longo de suas primeiras décadas.
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CARLOS MONFORTE COMEÇOU NO JORNALISMO IMPRESSO
Natural de Santos, no litoral de São Paulo, Monforte iniciou a carreira no jornalismo impresso antes de migrar para a televisão. Ao longo de sua trajetória, passou por veículos como A Tribuna e O Estado de S. Paulo, até chegar à Globo em 1978.
Formado em Jornalismo pela Faculdade de Comunicação de Santos, Carlos Américo Aguiar Monforte deu os primeiros passos profissionais no jornal A Tribuna, de sua cidade natal. Depois, trabalhou em O Estado de S. Paulo e também atuou como assessor de comunicação da Secretaria de Obras do Estado de São Paulo.
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Ainda no início da carreira, buscou aperfeiçoamento profissional fora do Brasil. Em 1973, realizou um curso na Universidade de Navarra, na Espanha. Entre 1975 e 1976, participou de outro período de formação na Fundação Beauve Marie, na França.
CHEGADA À TV CLOBO ACONTECEU EM 1978
Monforte ingressou na TV Globo em 1978, inicialmente como repórter local em São Paulo. Na época, a emissora começava a explorar uma tecnologia que modificaria a forma de fazer televisão ao vivo: as Unidades Móveis.
Com esses equipamentos, o jornalista conseguia deixar a redação e produzir várias reportagens durante o mesmo dia, além de participar das primeiras experiências de transmissão ao vivo por meio de links.
Em depoimento ao projeto Memória Globo, Monforte recordou aquele período como o início de uma nova fase para o telejornalismo.
JORNALISTA FOI PIONEIRO NO BOM DIA BRASIL
Na Globo, Carlos Monforte ocupou diferentes funções. Foi editor de política do Jornal da Globo, editor e apresentador do Bom Dia São Paulo e participou de importantes telejornais da emissora.
Em 1983, assumiu um papel histórico ao se tornar o primeiro editor-chefe e apresentador do Bom Dia Brasil, telejornal que estreou naquele ano.
Monforte permaneceu no comando do programa durante nove anos, consolidando-se como uma das principais referências da televisão brasileira no período da manhã.
CARREIRA FOI MARCADA PELA COBERTURA POLÍTICA
A atuação de Monforte esteve especialmente ligada ao jornalismo político. Durante sua trajetória na Globo, participou de programas como Jornal Nacional, Fantástico e Jornal da Globo.
A cobertura política ganhou ainda mais espaço em sua carreira quando passou a atuar em Brasília. O jornalista trabalhou como repórter especial do Jornal da Globo na capital federal e também exerceu a função de âncora do Bom Dia Brasil diretamente de Brasília.
Posteriormente, integrou a equipe do Jornal Hoje e também trabalhou na GloboNews, ampliando sua presença na cobertura de acontecimentos políticos e nacionais.
INTERVALO FORA DA GLOBO
Em 1992, Carlos Monforte deixou temporariamente a TV Globo para assumir a criação do departamento de Comunicação da Confederação Nacional da Indústria (CNI).
Ele permaneceu dois anos na entidade e, posteriormente, retornou à Globo. De volta à emissora, retomou a atuação jornalística, principalmente na cobertura política em Brasília.
Monforte permaneceu na Globo até 2016, quando encerrou sua passagem pela empresa após mais de 30 anos de carreira na emissora.
UM DOS PRIMEIROS GRANDES ÂMCORAS DA TELEVISÃO BRASILEIRA
A trajetória de Carlos Monforte atravessou um período de profundas transformações no jornalismo televisivo brasileiro. Quando começou na televisão, as transmissões ao vivo ainda dependiam de equipamentos e estruturas que estavam em processo de desenvolvimento.
Ao longo das décadas seguintes, ele acompanhou a modernização das redações, a consolidação dos grandes telejornais e a expansão da cobertura política diretamente de Brasília.
Sua atuação como apresentador e editor-chefe ajudou a estabelecer um modelo de telejornalismo que se tornaria referência no país.
A morte de Carlos Monforte, aos 77 anos, encerra a trajetória de um jornalista que participou de diferentes momentos da televisão brasileira e esteve à frente de um dos principais telejornais do país desde sua primeira edição.
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