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INTIMIDADE APÓS OS FILHOS

Confira dicas de como manter a intimidade do casal após a chegada dos filhos

Cansaço, sobrecarga mental, alterações hormonais e falta de tempo estão entre os fatores que afetam a vida sexual após a chegada dos filhos.

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Imagem ilustrativa da notícia Confira dicas de como manter a intimidade do casal após a chegada dos filhos camera Especialista explica como a chegada dos filhos pode impactar a vida sexual do casal e aponta caminhos para fortalecer a conexão emocional e íntima. | ( Divulgação)

A chegada de um filho transforma a vida de um casal de inúmeras maneiras. A rotina muda, as prioridades se reorganizam e, muitas vezes, o relacionamento precisa encontrar um novo equilíbrio em meio às demandas da maternidade e da paternidade. Nesse cenário, a vida sexual costuma ser uma das áreas mais impactadas e, para muitos casais, manter a intimidade pode se tornar um verdadeiro desafio.

Entre noites mal dormidas, compromissos escolares, tarefas domésticas e responsabilidades profissionais, o desejo sexual frequentemente acaba ficando em segundo plano. Mas será que isso é normal? E em que momento a diminuição da intimidade deixa de ser uma fase passageira para se tornar um sinal de alerta?

Em entrevista, o ginecologista Hamilton Franco, da Hapvida, explicou os principais fatores que afetam a vida sexual após a chegada dos filhos e deu orientações para que os casais consigam preservar a conexão emocional e física ao longo dessa nova etapa.

Ginecologista Hamilton Franco
📷 Ginecologista Hamilton Franco |Foto: NM Comunicação

A queda na frequência sexual é comum?

Segundo o especialista, a diminuição da frequência sexual após o nascimento dos filhos é uma realidade compartilhada por grande parte dos casais.

“O nascimento de uma criança traz mudanças importantes na dinâmica familiar. O cansaço físico, as noites mal dormidas, o aumento das responsabilidades e a falta de tempo para o casal costumam impactar diretamente a disponibilidade emocional e física para o sexo”, explica.

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De acordo com ele, esse cenário é especialmente comum nos primeiros anos de vida dos filhos, quando a rotina costuma ser mais intensa e exigente.

A libido pode diminuir após a maternidade e a paternidade?

A resposta é sim. Hamilton Franco destaca que a perda de libido é uma queixa frequente tanto entre mulheres quanto entre homens, embora por razões diferentes.

No caso das mães, as alterações hormonais do pós-parto desempenham um papel importante. Durante a amamentação, por exemplo, a redução dos níveis de estrogênio pode provocar diminuição do desejo sexual, ressecamento vaginal e até desconforto durante as relações.

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Além dos fatores físicos, questões emocionais também influenciam. “Ansiedade, insegurança, mudanças na percepção da própria imagem corporal e sintomas depressivos podem afetar significativamente a libido”, afirma.

Já entre os pais, embora não ocorram mudanças hormonais tão intensas, fatores como estresse, preocupações financeiras, adaptação à nova rotina e privação de sono também costumam interferir no desejo sexual.

O peso da sobrecarga mental

Para o especialista, um dos maiores inimigos da vida sexual após a chegada dos filhos é a sobrecarga mental.

Quando a mente está ocupada com listas intermináveis de tarefas, preocupações e responsabilidades, o desejo tende a diminuir naturalmente.

“O cérebro prioriza a resolução das demandas do dia a dia. Além disso, o estresse aumenta os níveis de cortisol, um hormônio que pode reduzir a libido. Muitas vezes, não existe falta de amor ou atração, mas sim exaustão física e emocional”, explica.

Existe uma frequência sexual ideal?

Uma dúvida comum entre os casais é saber quantas vezes por semana deveriam ter relações para manter um relacionamento saudável. Segundo Hamilton Franco, não existe uma regra universal.

“O que é saudável é aquilo que funciona para o casal. Algumas pessoas se sentem satisfeitas com uma frequência maior, enquanto outras mantêm relações menos frequentes e continuam plenamente felizes”, afirma.

Para ele, mais importante do que os números é a qualidade da conexão emocional e a satisfação de ambos os parceiros.

Quando a situação merece atenção?

Embora seja natural que a vida sexual passe por oscilações, o especialista alerta que alguns sinais não devem ser ignorados.

Quando a falta de intimidade se prolonga por muitos meses, gera sofrimento para um ou ambos os parceiros ou provoca afastamento emocional, é importante investigar as causas.

Também merecem atenção situações como dor durante as relações, perda persistente de libido, dificuldades de excitação ou conflitos frequentes relacionados ao sexo.

“Nesses casos, pode haver fatores físicos, hormonais, emocionais ou relacionais que precisam ser avaliados”, destaca.

Como recuperar a conexão do casal?

Para os casais que percebem um distanciamento crescente, a principal recomendação do especialista é investir na comunicação.

Conversar abertamente sobre sentimentos, expectativas e dificuldades pode ser o primeiro passo para reconstruir a intimidade.

Além disso, reservar momentos para o casal, mesmo que simples, faz diferença. Um jantar, uma caminhada ou alguns minutos sem interrupções podem ajudar a fortalecer os vínculos.

“Muitas vezes, a intimidade emocional precisa ser restaurada antes da sexual. Pequenos gestos de carinho, afeto e parceria no dia a dia ajudam a reconstruir essa conexão”, explica.

Quando procurar ajuda profissional?

Segundo Hamilton Franco, buscar apoio especializado não deve ser encarado como último recurso.

Se a situação persiste, gera sofrimento ou afeta a qualidade de vida do casal, o ideal é procurar ajuda.

O ginecologista pode investigar questões hormonais, dores ou alterações físicas. Já psicólogos e terapeutas sexuais ajudam a identificar fatores emocionais, comportamentais e relacionais que estejam interferindo na vida íntima.

“Quanto mais cedo o problema for abordado, maiores costumam ser as chances de resolução”, afirma.

Brinquedos eróticos podem ajudar?

O especialista também acredita que brinquedos eróticos podem ser aliados para casais que desejam sair da rotina e explorar novas formas de prazer.

Quando utilizados de maneira consensual e confortável para ambos, esses recursos podem estimular a comunicação, favorecer o autoconhecimento e trazer novidades para a relação.

“O maior benefício não está necessariamente no objeto, mas na disposição do casal em experimentar e construir momentos de intimidade juntos”, explica.

Cuidados com segurança e higiene

Para quem deseja incorporar acessórios à vida sexual, alguns cuidados são fundamentais. O especialista recomenda adquirir produtos de procedência confiável e fabricados com materiais seguros, como silicone médico.

A higienização antes e após o uso também é indispensável, assim como o uso de lubrificantes adequados quando necessário.

“O mais importante é que tudo aconteça de forma consensual, respeitando os limites, o conforto e os desejos de cada pessoa envolvida”, conclui.

Confira dicas de como manter a intimidade do casal após a chegada dos filhos
📷 |Divulgação
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