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A 5.600 KM/H DE VELOCIDADE

Arquivo dos EUA de 1952 revela OVNIs em bases nucleares

Relatos analisados pela Força Aérea ficaram sem explicação, incluindo ocorrências perto de áreas ligadas ao programa nuclear

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Imagem ilustrativa da notícia Arquivo dos EUA de 1952 revela OVNIs em bases nucleares camera Os pesquisadores americanos, em 1952, sobre aparição de OVNIS | Divulgação/Project Blue Book/EUA

Um novo lote de documentos desclassificados pelo governo dos Estados Unidos trouxe de volta registros históricos sobre OVNIs investigados pela Força Aérea americana na década de 1950. Entre os arquivos divulgados está uma gravação de uma apresentação feita em março de 1952 pelo capitão Edward J. Ruppelt, então responsável pela investigação militar desses fenômenos.

No material, Ruppelt relata que a Força Aérea já havia reunido aproximadamente 800 ocorrências. Cerca de 20% dos registros, o equivalente a aproximadamente 160 casos, eram considerados relatos de qualidade que ainda não podiam ser explicados pelos investigadores.

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Os relatos não estavam concentrados em um único ponto dos Estados Unidos. O militar apresentou um mapa com áreas que registravam maior número de ocorrências, incluindo regiões próximas a Los Alamos, Albuquerque, White Sands e Oak Ridge. Alguns desses locais estavam ligados a instalações estratégicas e ao desenvolvimento de armas nucleares.

Ruppelt, porém, não apresentou os casos sem explicação como prova de uma origem extraterrestre. A própria investigação buscava justamente obter dados mais precisos para identificar o que estava sendo observado e separar fenômenos desconhecidos de aeronaves, balões e outros objetos convencionais.

OVNIs foram registrados perto de áreas estratégicas

A localização dos avistamentos aparece como um dos pontos de interesse da apresentação de 1952. Além das áreas próximas a instalações nucleares, o levantamento apontava ocorrências em regiões portuárias e outros pontos considerados relevantes para a segurança nacional.

No caso de Los Alamos e Albuquerque, por exemplo, havia uma concentração de relatos. Oak Ridge também aparecia entre as regiões que despertavam atenção dos investigadores.

O documento registra ainda que parte dos relatos havia sido feita por militares, pilotos de companhias aéreas e outros observadores considerados tecnicamente qualificados. Para Ruppelt, a experiência dessas testemunhas era um dos elementos que exigiam uma investigação mais cuidadosa.

Radares apontaram velocidades de até 5.600 km/h

Outro elemento descrito nos arquivos são os relatos de objetos que teriam apresentado velocidades muito superiores às aeronaves conhecidas naquele período. Segundo a documentação, alguns registros de radar indicavam estimativas entre 1.000 e 3.500 milhas por hora, faixa que chega a aproximadamente 5.600 km/h.

O próprio material ressalta, entretanto, que essas velocidades não foram confirmadas como uma característica comprovada de uma aeronave ou objeto específico. Também aparecem relatos de objetos que teriam se deslocado sem o ruído normalmente associado às aeronaves. Ruppelt tratou essa característica como uma das questões que ainda precisavam ser esclarecidas.

A investigação militar pretendia justamente melhorar a coleta de evidências. Entre os métodos apresentados estavam técnicas de fotografia e a sincronização de equipamentos de radar com outros instrumentos, numa tentativa de obter medições físicas que permitissem analisar os fenômenos com maior precisão.

O que aconteceu com a investigação

Edward J. Ruppelt esteve à frente da reorganização da investigação de OVNIs da Força Aérea no início dos anos 1950. O trabalho posteriormente seria incorporado ao Projeto Livro Azul, programa que investigou relatos de objetos voadores não identificados até 1969.

A apresentação agora divulgada também mostra que os investigadores já descartavam parte dos registros por considerar que poderiam ser explicados por objetos conhecidos, erros de identificação ou outros fatores. O grupo, no entanto, mantinha uma parcela dos casos sem conclusão por falta de dados suficientes.

É justamente essa divisão que aparece no documento de 1952: havia centenas de relatos investigados, mas uma parte permanecia sem resposta mesmo depois da análise realizada pela Força Aérea.

A nova divulgação não muda essa conclusão histórica. Os arquivos registram casos considerados inexplicados pelos investigadores da época, mas não apresentam evidência conclusiva de que os objetos tivessem origem extraterrestre.

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O que os documentos comprovam é que o governo americano manteve uma investigação formal sobre os avistamentos e que, em 1952, uma parcela significativa dos casos ainda não havia sido identificada.

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