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SINALIZAÇÃO

Bandeira roxa na praia: saiba o significado e os cuidados no mar

Sinalização alerta para a presença de águas-vivas e caravelas. Veja os riscos, como evitar acidentes e o que fazer em caso de queimaduras.

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Imagem ilustrativa da notícia Bandeira roxa na praia: saiba o significado e os cuidados no mar camera Saiba sobre a bandeira roxa nas praias: significado, cuidados e o que fazer em caso de contato com animais marinhos. | Amena Mabrouk/Unsplash

A presença de uma bandeira roxa ou lilás em uma praia é um importante sinal de alerta para os banhistas. A sinalização indica que há animais marinhos potencialmente perigosos próximos à faixa de areia ou na água, como águas-vivas, caravelas-portuguesas e outros organismos capazes de provocar queimaduras e reações na pele.

Embora a bandeira não proíba o banho de mar, ela serve como um aviso para que os frequentadores redobrem os cuidados e evitem qualquer contato com esses animais, mesmo quando aparentam estar mortos na areia, já que seus tentáculos ainda podem liberar toxinas.

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O sistema de bandeiras utilizado nas praias informa as condições de segurança para os banhistas. A cor roxa é empregada para alertar sobre a presença de animais marinhos que representam risco de acidentes.

Nessas situações, a recomendação é observar atentamente o mar e a faixa de areia, evitando tocar em organismos encontrados na água ou na praia.

Conheça o significado das principais bandeiras

Além da bandeira roxa, outras cores também indicam o nível de risco para quem pretende entrar no mar:

  • Verde: condições favoráveis para banho;
  • Amarela: atenção, com risco moderado devido às condições do mar;
  • Vermelha: alto risco, indicando mar perigoso para os banhistas;
  • Roxa: presença de animais marinhos potencialmente perigosos.

Por que esses animais representam perigo?

A bandeira roxa costuma ser hasteada durante períodos de maior concentração de cnidários, grupo que inclui águas-vivas e caravelas-portuguesas.

Esses animais possuem células especializadas chamadas nematocistos, responsáveis por liberar toxinas por meio dos tentáculos. O contato pode provocar dor intensa, sensação de queimadura, vermelhidão, ardência e reações alérgicas que variam conforme a sensibilidade da vítima.

Segundo o Ministério da Saúde, os acidentes envolvendo esses organismos resultam justamente da ação dessas toxinas sobre a pele e, em casos mais graves, podem causar sintomas sistêmicos.

No litoral brasileiro, as espécies mais frequentemente associadas a acidentes são:

  • Caravela-portuguesa (Physalia physalis);
  • Hidromedusa (Olindias sambaquiensis);
  • Cifomedusa (Chrysaora lactea).

Os registros são mais comuns nas praias dos estados do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, embora possam ocorrer em outras regiões do país.

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O que fazer em caso de contato?

Caso uma pessoa seja atingida por tentáculos de águas-vivas ou caravelas, o Ministério da Saúde orienta:

  • Lavar a região afetada com água do mar;
  • Retirar cuidadosamente os tentáculos aderidos à pele utilizando uma pinça ou outro objeto, evitando contato direto com as mãos;
  • Aplicar vinagre (ácido acético a 5%) sobre o local, sem esfregar a pele;
  • Procurar atendimento médico, especialmente se houver dor intensa, dificuldade para respirar, náuseas, febre ou espasmos musculares.

Especialistas alertam que o uso de água doce, gelo ou a fricção da área atingida pode agravar a liberação de toxinas, aumentando a intensidade da lesão.

Atenção antes de entrar no mar

Ao chegar à praia, a orientação é sempre observar a sinalização instalada pelos guarda-vidas e respeitar as recomendações das equipes de salvamento.

A presença da bandeira roxa não impede necessariamente o banho, mas indica que o risco de contato com animais marinhos aumentou, tornando essencial a adoção de medidas preventivas para evitar acidentes.

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