A presença de uma bandeira roxa ou lilás em uma praia é um importante sinal de alerta para os banhistas. A sinalização indica que há animais marinhos potencialmente perigosos próximos à faixa de areia ou na água, como águas-vivas, caravelas-portuguesas e outros organismos capazes de provocar queimaduras e reações na pele.
Embora a bandeira não proíba o banho de mar, ela serve como um aviso para que os frequentadores redobrem os cuidados e evitem qualquer contato com esses animais, mesmo quando aparentam estar mortos na areia, já que seus tentáculos ainda podem liberar toxinas.
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O sistema de bandeiras utilizado nas praias informa as condições de segurança para os banhistas. A cor roxa é empregada para alertar sobre a presença de animais marinhos que representam risco de acidentes.
Nessas situações, a recomendação é observar atentamente o mar e a faixa de areia, evitando tocar em organismos encontrados na água ou na praia.
Conheça o significado das principais bandeiras
Além da bandeira roxa, outras cores também indicam o nível de risco para quem pretende entrar no mar:
- Verde: condições favoráveis para banho;
- Amarela: atenção, com risco moderado devido às condições do mar;
- Vermelha: alto risco, indicando mar perigoso para os banhistas;
- Roxa: presença de animais marinhos potencialmente perigosos.
Por que esses animais representam perigo?
A bandeira roxa costuma ser hasteada durante períodos de maior concentração de cnidários, grupo que inclui águas-vivas e caravelas-portuguesas.
Esses animais possuem células especializadas chamadas nematocistos, responsáveis por liberar toxinas por meio dos tentáculos. O contato pode provocar dor intensa, sensação de queimadura, vermelhidão, ardência e reações alérgicas que variam conforme a sensibilidade da vítima.
Segundo o Ministério da Saúde, os acidentes envolvendo esses organismos resultam justamente da ação dessas toxinas sobre a pele e, em casos mais graves, podem causar sintomas sistêmicos.
No litoral brasileiro, as espécies mais frequentemente associadas a acidentes são:
- Caravela-portuguesa (Physalia physalis);
- Hidromedusa (Olindias sambaquiensis);
- Cifomedusa (Chrysaora lactea).
Os registros são mais comuns nas praias dos estados do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, embora possam ocorrer em outras regiões do país.
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O que fazer em caso de contato?
Caso uma pessoa seja atingida por tentáculos de águas-vivas ou caravelas, o Ministério da Saúde orienta:
- Lavar a região afetada com água do mar;
- Retirar cuidadosamente os tentáculos aderidos à pele utilizando uma pinça ou outro objeto, evitando contato direto com as mãos;
- Aplicar vinagre (ácido acético a 5%) sobre o local, sem esfregar a pele;
- Procurar atendimento médico, especialmente se houver dor intensa, dificuldade para respirar, náuseas, febre ou espasmos musculares.
Especialistas alertam que o uso de água doce, gelo ou a fricção da área atingida pode agravar a liberação de toxinas, aumentando a intensidade da lesão.
Atenção antes de entrar no mar
Ao chegar à praia, a orientação é sempre observar a sinalização instalada pelos guarda-vidas e respeitar as recomendações das equipes de salvamento.
A presença da bandeira roxa não impede necessariamente o banho, mas indica que o risco de contato com animais marinhos aumentou, tornando essencial a adoção de medidas preventivas para evitar acidentes.
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