Após mais de 100 anos, a Espanha voltará a registrar um eclipse solar total em seu território continental no dia 12 de agosto. O fenômeno será acompanhado por uma série de eventos astronômicos, como o alinhamento de seis planetas e o pico da chuva de meteoros Perseidas, transformando a data em uma oportunidade única para observadores e cientistas estudarem a atmosfera terrestre e a camada externa do Sol.
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O eclipse solar total terá início próximo ao Polo Norte e seguirá por uma faixa que atravessa a Groenlândia, a Islândia, uma pequena porção de Portugal e a Espanha, antes de terminar sobre o Mar Mediterrâneo. Ao longo do percurso, a sombra da Lua percorrerá cerca de 8.260 quilômetros em aproximadamente uma hora e meia.
O ponto de maior duração da totalidade será registrado nas proximidades da costa oeste da Islândia, onde o Sol permanecerá completamente encoberto por até dois minutos e 18 segundos. Na Espanha, o fenômeno será mais breve, com cerca de um minuto de escuridão total, mas suficiente para marcar um acontecimento histórico no país.
Mesmo regiões fora da faixa de totalidade poderão acompanhar o eclipse de forma parcial. Áreas do Canadá, norte dos Estados Unidos, Europa e oeste da África terão diferentes níveis de cobertura do disco solar.
Especialistas alertam que a observação do eclipse exige cuidados. O uso de óculos com filtros apropriados é indispensável, já que olhar diretamente para o Sol, mesmo parcialmente encoberto, pode causar danos permanentes à visão.
Além do eclipse, o céu reservará outros espetáculos. Antes do amanhecer, seis planetas poderão ser vistos formando um arco, enquanto, durante a noite, a chuva de meteoros Perseidas atingirá seu pico de atividade. A fase de Lua nova favorecerá a observação dos meteoros, e a escuridão provocada pelo eclipse permitirá visualizar planetas e estrelas mais brilhantes.
A comunidade científica também aproveitará o evento para realizar experimentos. A Agência Espacial Europeia (ESA) transmitirá o eclipse ao vivo a partir do Observatório Astrofísico de Javalambre, na Espanha, enquanto a NASA e outras instituições acompanharão o fenômeno com equipamentos especializados.
Pesquisadores de universidades dos Estados Unidos lançarão mais de 60 balões de alta altitude para medir os efeitos da queda de luminosidade e temperatura na atmosfera terrestre durante o eclipse. Segundo Angela Des Jardins, da Universidade Estadual de Montana, mesmo poucos minutos de escuridão são suficientes para provocar mudanças atmosféricas importantes.
Outra equipe da NASA utilizará uma aeronave de alta altitude para seguir a trajetória da sombra da Lua, prolongando o tempo de observação da coroa solar. De acordo com o pesquisador Amir Caspi, do Southwest Research Institute, apesar da curta duração do eclipse, as informações coletadas têm grande valor para a ciência.
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A sequência de fenômenos continuará nos próximos anos. A Espanha voltará a receber um eclipse solar total em 2027, com duração estimada em até seis minutos e 23 segundos, e, em 2028, será a vez de um eclipse solar anular cruzar o país.
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