Pesquisadores liderados pela Universidade de Cambridge anunciaram a descoberta de um conjunto de sepulturas com cerca de 1 200 anos de idade no Wandlebury Country Park, na Inglaterra, que revela indícios de mortes violentas entre os indivíduos, incluindo esqueletos com sinais de ferimentos graves e trepanação craniana.
O conjunto foi escavado durante trabalhos de campo na primavera e verão passados e chamou a atenção pelos restos humanos que pareciam ter sido enterrados de maneira atípica, alguns incompletos ou com traços que sugerem ferimentos antes da morte. Essa combinação desperta suspeitas sobre possíveis execuções, conflitos ou situações de combate depois do colapso do Império Romano no território britânico.
VEJA TAMBÉM
- Megaerupção no Sol provoca tempestade solar que atingirá a Terra
- Eclipse anular de 2026: onde ver o espetáculo do anel de fogo
- Astrônomos identificam planeta tipo Terra com potencial de vida
Segundo o arqueólogo Oscar Aldred, as condições dos corpos e a disposição dos restos humanos no terreno indicam que os indivíduos sofreram algum tipo de violência interpessoal severa, ainda que os motivos exatos permaneçam incertos. Essas descobertas oferecem uma janela rara para compreender as formas de conflito e práticas funerárias em um período de transição histórica na ilha.
Achados semelhantes em contextos do início da Idade Média, em outros sítios europeus, foram interpretados por historiadores como reflexo das tensões políticas e sociais após a queda da autoridade central romana, quando grupos locais disputavam poder e recursos em territórios antes organizados.
Quer ler mais notícias de Curiosidades? Acesse o canal do DOL no WhatsApp
O estudo dos restos, ainda em andamento, deve incluir análises de DNA e datação mais precisa para tentar esclarecer as circunstâncias que levaram à morte dessas pessoas e identificar possíveis conexões entre elas, incluindo diferenças de sexo, idade ou posição social dentro da comunidade antiga.


Seja sempre o primeiro a ficar bem informado, entre no nosso canal de notícias no WhatsApp e Telegram. Para mais informações sobre os canais do WhatsApp e seguir outros canais do DOL. Acesse: dol.com.br/n/828815.
Comentar