A terceira segunda-feira de janeiro é conhecida mundialmente como a “Blue Monday”, ou “segunda-feira melancólica”. A expressão se popularizou ao longo dos anos e passou a ser associada ao chamado dia mais triste do ano. Apesar da repercussão, não há comprovação científica de que a data seja realmente mais deprimente que outras.
A origem da Blue Monday está ligada a estratégias de marketing. Em diferentes países, sites e empresas aproveitam o momento para divulgar produtos de bem-estar, estimulando as pessoas a cuidarem da saúde emocional e a “driblarem” o peso do dia. A data, que varia conforme o início do ano, acabou se tornando parte do calendário cultural, mesmo sem respaldo científico.
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Embora a ideia de tristeza concentrada em um único dia seja controversa, especialistas reconhecem que algumas pessoas podem apresentar sinais de depressão sazonal. Nesse caso, os sintomas se tornam mais evidentes em determinadas épocas do ano, afetando o humor, a energia e a rotina diária.
No Hemisfério Norte, por exemplo, a depressão sazonal é mais comum durante os meses de inverno, como janeiro e fevereiro, quando a menor exposição à luz solar altera o ritmo circadiano e provoca desequilíbrios químicos no cérebro.
Entre os principais sintomas estão fadiga mesmo após descanso, dificuldades de concentração e aumento de peso devido à ingestão maior de carboidratos. Além disso, o quadro costuma ser mais frequente entre mulheres adultas.
Já em regiões tropicais, como o Brasil, a depressão sazonal também existe, mas está relacionada ao verão e às mudanças no ritmo social. A pressão para aproveitar as férias, se expor em praias e piscinas e manter uma aparência “perfeita” pode gerar isolamento e piora da saúde mental, especialmente para pessoas com vulnerabilidade genética ou histórico depressivo.
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Os sinais da depressão sazonal incluem angústia, ansiedade, tristeza, culpa, alterações no sono e no apetite, além de redução da concentração e da velocidade de aprendizagem. Se esses sintomas aparecem sempre em uma mesma época do ano, é recomendável buscar avaliação médica para diagnóstico e tratamento adequados.
O acompanhamento pode envolver psicoterapia, medicamentos e, em casos relacionados à falta de luz solar, fototerapia. A manutenção do tratamento ajuda a evitar recaídas e permite que o indivíduo reconheça sinais de alerta, aprendendo a lidar com estresses e fatores que podem intensificar os sintomas.
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