
Duas estátuas de mármore quase em tamanho real, representando um homem e uma mulher vestidos de toga, foram desenterradas por arqueólogos em Pompeia, Itália.
O achado oferece novas perspectivas sobre o papel das mulheres na religião e o poder das sacerdotisas na cidade romana, destruída pela erupção do Vesúvio em 79 d.C.
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A escultura feminina se destaca pela altura, superior à do homem ao lado, e apresenta adornos típicos das sacerdotisas do culto a Ceres, deusa romana da fertilidade e da agricultura.
A estátua exibe joias, como brincos, pulseiras, anéis e um colar com um pingente de lua crescente, um símbolo associado à proteção contra forças malignas e à fertilidade. Além disso, a mulher segura um rolo de papiro e folhas de louro, usados para purificar espaços religiosos.
Segundo os arqueólogos, essa diferença de tamanho e os itens encontrados sugerem que a mulher representada ocupava uma posição mais elevada, o que levanta a possibilidade de que ela não fosse esposa do homem, mas sim uma figura religiosa importante ou até mesmo um filho. O estudo aponta que as esculturas foram feitas entre os séculos I a.C. e I d.C., com base nos relevos funerários da época.
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Llorenç Alapont, líder da escavação, afirmou que essas estátuas oferecem novas evidências da relevância do culto a Ceres em Pompeia, especialmente entre as classes sociais mais altas. O pesquisador conclui que, apesar de o culto ser popular, a função de sacerdotisa era reservada a mulheres de status social elevado.
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