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Cientistas descobrem escorpião do tamanho de um cachorro

A descoberta foi feita por pesquisadores que reanalisaram fósseis guardados no Museu de História Natural de Londres

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Imagem ilustrativa da notícia Cientistas descobrem escorpião do tamanho de um cachorro camera Escorpião gigante de 1 metro é descoberto na Grã-Bretanha | Anthony/Conselho Curador do Museu de História Natural

Escorpiões já causam grande espanto mesmo em seu tamanho normal, principalmente pelo medo de suas ferroadas, que em algumas espécies podem ser perigosas e até graves. Agora, imagine um escorpião muito maior, com proporções gigantescas, capaz de causar ainda mais impacto apenas pela sua aparência.

Há cerca de 415 milhões de anos, um escorpião gigante, possivelmente do tamanho de um cachorro, pode ter vivido no que hoje é a Grã-Bretanha. A descoberta foi feita por pesquisadores que reanalisaram fósseis guardados no Museu de História Natural de Londres há mais de um século, combinando esse material com novos achados.

Características

O animal, chamado Praearcturus gigas, tinha cerca de 1 metro de comprimento e já foi confundido com um crustáceo parecido com lagostas. Com novas análises, incluindo tomografias e comparações com outros fósseis, os cientistas passaram a acreditar que ele era, na verdade, um tipo primitivo de escorpião.

“Esse organismo tem uma aparência bem robusta”, disse Russell Bicknell, paleobiólogo e pesquisador da Universidade Flinders em Adelaide, Austrália, que não participou do novo relatório. “Você não gostaria de encontrar essa coisa em um beco escuro. Seria uma fera absoluta.”

Um dos indícios veio da comparação com outra espécie encontrada no Canadá, que apresentava uma estrutura no corpo muito parecida, sugerindo uma relação próxima entre elas. Além disso, o formato das pernas, garras e outras partes do corpo reforça essa hipótese.

O estudo indica que o P. gigas viveu no início do período Devoniano, quando a vida ainda era principalmente aquática. Por isso, os cientistas acreditam que ele poderia ter um estilo de vida misto, passando tempo tanto na água quanto em terra e possivelmente se alimentando de pequenos peixes.

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Apesar das evidências, nem todos os especialistas concordam totalmente com a classificação, já que os fósseis são incompletos e não mostram características essenciais dos escorpiões modernos, como o ferrão da cauda. Isso mantém parte do mistério sobre a verdadeira identidade do animal.

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