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CÂNCER DE PRÓSTATA

Entenda a doença que causou a morte de Benito di Paula

O artista morreu no último domingo (18) e tratava a doença havia cerca de um ano.

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Imagem ilustrativa da notícia Entenda a doença que causou a morte de Benito di Paula camera A morte de Benito Di Paula reacendeu o alerta sobre a importância do diagnóstico precoce desse tipo de tumor, que pode evoluir silenciosamente. | Foto: Divulgação

O cantor, compositor e pianista Benito di Paula morreu aos 84 anos, no domingo (18), em São Paulo, em decorrência de complicações de um câncer de próstata. O artista tratava a doença havia cerca de um ano e estava internado no Hospital 9 de Julho. A morte reacendeu o alerta sobre a importância do diagnóstico precoce desse tipo de tumor, que pode evoluir silenciosamente.

Conhecido por sucessos como “Retalhos de Cetim”, “Meu Amigo Charlie Brown” e “Do Jeito Que a Vida Quer”, Benito marcou a música popular brasileira ao combinar elementos do samba com arranjos românticos e o piano.

O que é o câncer de próstata?

O câncer de próstata é um tumor maligno que se desenvolve na próstata, glândula do sistema reprodutor masculino localizada abaixo da bexiga e à frente do reto. O órgão produz parte do líquido que compõe o sêmen, contribuindo para a nutrição e a proteção dos espermatozoides.

A doença ocorre quando células da próstata passam a se multiplicar de maneira descontrolada. Em muitos casos, o crescimento do tumor é lento, mas algumas formas podem evoluir rapidamente e atingir outras partes do organismo, em um processo conhecido como metástase.

A condição está entre os tumores mais frequentes entre os homens, ficando atrás apenas do câncer de pele não melanoma. Segundo estimativas do Instituto Nacional de Câncer (Inca), o Brasil deve registrar aproximadamente 77.920 novos casos por ano no triênio de 2026 a 2028.

Quais os fatores de risco?

A idade é um dos principais fatores associados ao desenvolvimento da doença, especialmente a partir dos 60 anos. No entanto, outros aspectos também podem aumentar a probabilidade de ocorrência do tumor.

Entre os principais fatores de risco estão:

  • Histórico familiar: ter pai ou irmão diagnosticado com câncer de próstata, principalmente antes dos 60 anos.
  • Idade avançada: a incidência aumenta conforme o envelhecimento.
  • Sobrepeso e obesidade: podem estar associados a maior risco de formas agressivas da doença.

A presença de fatores de risco não significa que a pessoa necessariamente desenvolverá câncer, assim como a ausência deles não elimina a possibilidade de diagnóstico.

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Quais são os sintomas do câncer de próstata?

Nas fases iniciais, a doença pode não apresentar sinais perceptíveis. Por isso, a ausência de sintomas não garante que a próstata esteja saudável.

Quando aparecem, os sintomas mais comuns incluem:

  • Dificuldade para começar a urinar;
  • Demora para iniciar ou terminar a micção;
  • Jato de urina mais fraco;
  • Necessidade de urinar com maior frequência durante o dia ou à noite;
  • Presença de sangue na urina.

Esses sinais não indicam necessariamente câncer, pois também podem estar relacionados a condições benignas, como o aumento da próstata e inflamações. Ainda assim, é importante procurar avaliação médica caso ocorram.

Como é feito o diagnóstico?

A investigação pode incluir o exame de sangue PSA, que mede os níveis do antígeno prostático específico, e o exame de toque retal, que permite ao médico avaliar características da próstata.

Alterações nesses exames não confirmam, isoladamente, a presença de câncer. Quando há suspeita, o especialista pode solicitar exames complementares e indicar uma biópsia, procedimento que permite analisar amostras do tecido prostático e confirmar o diagnóstico.

A necessidade e a frequência dos exames devem ser avaliadas individualmente com um profissional de saúde, considerando fatores como idade, histórico familiar e condições clínicas.

Como é feito o tratamento?

O tratamento depende de fatores como o estágio da doença, a velocidade de crescimento do tumor e as condições gerais de saúde do paciente.

Nos casos de tumores localizados e de evolução lenta, pode ser indicada a vigilância ativa, com acompanhamento médico periódico. Outras possibilidades incluem cirurgia, radioterapia, terapia hormonal e, em situações específicas, quimioterapia ou tratamentos direcionados.

Quando o câncer é identificado precocemente, as chances de sucesso do tratamento tendem a ser maiores. Por isso, o acompanhamento médico e a investigação de possíveis sinais são importantes para reduzir o risco de complicações.

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