Substituir o açúcar naturais por adoçantes artificiais se tornou uma prática comum entre quem busca um estilo de vida mais saúdavel e reduzir o consumo de calorias. Entretanto, um estudo da Universidade de Houston, nos Estados Unidos, encontrou efeitos distintos entre as versões, principalmente sobre a microbiota intestinal e o metabolismo da glicose.
Publicado em fevereiro desse ano na revista científica Journal of Food Studies, o trabalho reuniu dados de dez pesquisas anteriores e revelou que os adoçantes sintéticos podem diminuir a diversidade de bactérias benéficas e provocar alterações metabólicas, enquanto opções vegetais apresentaram efeitos neutros ou potencialmente protetores.
Conteúdos relacionados:
- Um único ovo no café da manhã pode ser insuficiente depois dos 40
- Esses 9 sinais podem indicar que você está com deficiência de ferro
- 7 hábitos que ajudam a aliviar a dor nas costas e proteger a coluna
De acordo com as pesquisas, a diferença entre os adoçantes artificiais e os natirais está principalmente na ação sobre o microbioma, conjunto de microrganismos do sistema digestivo ligado à imunidade e à resposta metabólica.
Segundo a publicação, entre os compostos avaliados estão neotame, acessulfame-K e a sucralose, associada a uma redução de 34% na presença de Lactobacillus acidophilus em adultos saudáveis e à multiplicação de grupos considerados pró-inflamatórios.
Ainda de acordo com as pesquisas, os efeitos do consumo dos adoçantes também podem atingir o controle do açúcar no sangue. A análise relacionou a sucralose a maiores picos de glicose e insulina após as refeições e à redução da sensibilidade à insulina.
Já o neotame foi associado a alterações na absorção de lipídeos e ao aumento do colesterol fecal, enquanto o acessulfame-K apareceu relacionado a mudanças nas redes microbianas e ao ganho de peso.
Quer mais notícias direto no celular? Acesse nosso canal no WhatsApp!
Opções naturais são mais saudáveis
Na outra ponta da pesquisa estão adoçantes naturais não nutritivos, como estévia, eritritol e xilitol. Conforme o estudo, esses compostos preservam a riqueza microbiana e não impedem o crescimento de espécies protetoras. Além disso, a análise também apontou estímulo à proliferação de bactérias benéficas dos gêneros Bifidobacterium e Akkermansia.
O eritritol também teve resultados positivos e foi relacionado com a fermentação intestinal, que pode dobrar a produção de ácidos graxos de cadeia curta.
Segundo as pesquisas, essas substâncias ajudam a manter a barreira intestinal, fortalecer a imunidade e ativar mecanismos anti-inflamatórios, além de não demonstraram alterações na tolerância à glicose ou na resposta à insulina.
Seja sempre o primeiro a ficar bem informado, entre no nosso canal de notícias no WhatsApp e Telegram. Para mais informações sobre os canais do WhatsApp e seguir outros canais do DOL. Acesse: dol.com.br/n/828815.
Comentar