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PROBLEMA DE SAÚDE

Arroto frequente? Veja sinais de alerta e quando buscar ajuda

Pesquisa com 10 mil adultos identificou transtorno de arrotos frequentes em 1,5% dos participantes e encontrou relação com refluxo, doenças da tireoide e mais.

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Imagem ilustrativa da notícia Arroto frequente? Veja sinais de alerta e quando buscar ajuda camera Arrotos frequentes podem estar relacionados a problemas digestivos e a determinados hábitos alimentares, segundo estudo realizado com 10 mil adultos. | Reprodução/Depositphotos

Arrotos frequentes podem estar relacionados a doenças digestivas e a determinados hábitos alimentares, segundo um estudo realizado no Japão com 10 mil adultos. A pesquisa identificou transtornos de arroto em 151 participantes, o equivalente a 1,5% do grupo analisado. Entre os fatores associados ao problema estão refluxo gastroesofágico, esofagite, doenças da tireoide e hábitos como comer até se sentir completamente cheio e mastigar em excesso ou muito pouco.

Quando o arroto deixa de ser normal?

Arrotar é uma reação natural do organismo para eliminar o excesso de ar acumulado no sistema digestivo. O problema aparece quando o comportamento se torna excessivo, persistente e começa a interferir na rotina ou causar desconforto.

O levantamento, realizado por pesquisadores da Universidade Metropolitana de Osaka, avaliou 10 mil adultos japoneses por meio de questionários online. Entre os participantes, 151 apresentaram características compatíveis com transtornos de arroto.

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Estudos internacionais anteriores estimavam que cerca de 1% dos adultos apresentavam esse tipo de problema. Na pesquisa japonesa, a proporção chegou a 1,5%.

O que pode causar arrotos frequentes?

Os pesquisadores encontraram associação entre os transtornos de arroto e algumas doenças do aparelho digestivo. Refluxo gastroesofágico, esofagite e dispepsia funcional estiveram entre as condições relacionadas ao problema. Doenças da tireoide também apareceram associadas.

Os hábitos alimentares também chamaram atenção. Pessoas que tinham o costume de comer até atingir a sensação de estômago completamente cheio apresentaram maior associação com o transtorno.

A frequência da mastigação também foi considerada relevante. Tanto mastigar poucas vezes quanto mastigar muitas vezes durante as refeições esteve relacionado à ocorrência de arrotos excessivos.

Curiosamente, o consumo frequente de bebidas gaseificadas não apresentou associação significativa com os transtornos de arroto no levantamento.

Outros sintomas exigem atenção

O excesso de arrotos não significa necessariamente que uma pessoa tenha uma doença grave. No entanto, quando o sintoma aparece junto com outros sinais, é importante buscar avaliação médica.

Dor abdominal ou no peito, azia persistente, dificuldade ou dor para engolir, perda de peso sem explicação e vômitos frequentes são alguns dos sintomas que merecem investigação.

Problemas como refluxo, gastrite, úlceras e outras doenças do aparelho digestivo podem apresentar sintomas semelhantes. Por isso, a avaliação deve considerar o conjunto de sinais apresentados pelo paciente.

Não é preciso evitar o arroto

Apesar de muitas pessoas tentarem segurar o arroto por constrangimento, a eliminação de gases pela boca faz parte do funcionamento normal do organismo. O que deve chamar atenção é uma mudança significativa no padrão, principalmente quando os episódios se tornam muito frequentes ou incômodos.

Também existe uma condição rara em que a pessoa não consegue arrotar adequadamente. Conhecida como disfunção cricofaríngea retrógrada, ela pode provocar sensação de pressão, distensão e dores causadas pelo acúmulo de gases.

Quando procurar ajuda?

Quem percebe um aumento persistente na frequência dos arrotos deve procurar um gastroenterologista. O especialista poderá investigar se existe alguma alteração no esôfago, estômago ou em outras partes do aparelho digestivo.

A pesquisa reforça que observar os hábitos alimentares e outros sintomas associados pode ajudar na identificação das possíveis causas. Arrotos frequentes não devem ser automaticamente relacionados a doenças graves, mas também não devem ser ignorados quando passam a ser persistentes ou acompanhados de outros sinais.

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