O mel costuma ser apontado como uma alternativa mais saudável ao açúcar refinado por ser menos processado e preservar alguns compostos naturais. Usado em cafés, chás, frutas e receitas, nos últimos anos o alimento ganhou espaço na rotina de quem busca por uma alimentação mais saudável e equilibrada. No entanto, nutricionistas alertam que, apesar dos benefícios, ele continua sendo uma fonte de açúcar e deve ser consumido com moderação.
Segundo os nutricionistas, a principal diferença entre os dois produtos está na composição. Enquanto o açúcar refinado passa por processos que removem grande parte dos componentes e oferece basicamente sacarose, o mel mantém pequenas quantidades de antioxidantes, minerais e outros nutrientes naturais.
Conteúdos relacionados:
- Chia: conheça os benefícios da semente que vai além do emagrecimento
- Ciência aponta pior hábito para envelhecimento cerebral; saiba qual!
- Saiba como limpar os rins naturalmente com truques eficazes
Contudo, ainda de acordo com os nutricionistas, apesar de passarem por processos diferentes de produção, a diferença calórica entre os dois alimentos não é tão significativa. Enquanto uma colher de sopa de mel tem cerca de 48 calorias, a mesma quantidade de açúcar possui aproximadamente 59 calorias.
Além disso, no organismo os dois alimentos têm efeitos semelhantes quando consumidos em excesso. Tanto o mel quanto o açúcar refinado aumentam a ingestão de açúcares da dieta e podem contribuir para ganho de peso, alterações na glicose e problemas metabólicos.
Benefícios existem, mas qualidade do produto faz diferença
Segundo os nutricionistas, consumido com equilíbrio, o mel pode oferecer algumas vantagens, como maior ingestão de antioxidantes, auxílio no alívio de irritações na garganta e tosse, além de fornecer energia rápida antes de atividades físicas. Além disso, o alimento também pode ser uma opção para substituir açúcares mais processados em algumas preparações.
Entretanto, é preciso atenção na hora da compra. Segundo os especialistas, nem todo produto vendido como mel é realmente puro. Isso porque alguns podem conter adição de glicose, xaropes e outros ingredientes que modificam a composição original. Por isso, a recomendação é sempre verificar o rótulo e dar preferência a embalagens que tenham apenas “mel” na lista de ingredientes.
O consumidor também deve observar sinais de qualidade, como a presença do selo de inspeção sanitária, a exemplo do Serviço de Inspeção Federal (SIF). Além disso, produtos com preços muito baixos ou embalagens mal vedadas podem indicar problemas na composição ou armazenamento.
Outro ponto que merece cuidado é em relação a quantidade consumida. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), o ideal é limitar o consumo de açúcares livres a cerca de 25 gramas por dia, o equivalente a seis colheres de chá. Como o mel faz parte desse grupo, o consumo deve ser moderado e uma colher de sopa por dia costuma ser suficiente para a maioria das pessoas.
Quer mais de Saúde e outros assuntos? Acesse nosso canal no WhatsApp!
Diabéticos e crianças precisam de atenção especial
Os nutricionistas ressaltam que o excesso de açúcar na alimentação não vem apenas do mel ou daquele adicionado ao café. Segundo eles, refrigerantes, biscoitos recheados, sobremesas, cereais matinais e bebidas industrializadas também podem concentrar grandes quantidades de açúcar escondido.
Por conta disso, pessoas com diabetes, pré-diabetes ou resistência à insulina precisam ter atenção redobrada ao consumo de mel, já que o alimento, mesmo sendo natural, pode elevar os níveis de glicose no sangue. Crianças menores de dois anos também não devem consumir o produto devido ao risco de botulismo infantil.
Seja sempre o primeiro a ficar bem informado, entre no nosso canal de notícias no WhatsApp e Telegram. Para mais informações sobre os canais do WhatsApp e seguir outros canais do DOL. Acesse: dol.com.br/n/828815.
Comentar