A Universidade de Oxford iniciou nesta segunda-feira (13) o primeiro teste em humanos de uma vacina contra o vírus ebola Bundibugyo, variante para a qual ainda não existem imunizantes ou tratamentos específicos aprovados. O estudo, realizado na Inglaterra, avaliará a segurança e a capacidade de resposta imunológica da vacina em 50 adultos saudáveis, enquanto autoridades de saúde intensificam os esforços para conter surtos registrados na República Democrática do Congo e em Uganda.
A informação foi confirmada pela Reuters. O estudo clínico de fase inicial, denominado BD-Ebov, irá testar a vacina ChAdOx1 BDBV em voluntários com idades entre 18 e 55 anos, todos recrutados em Oxford.
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O objetivo da pesquisa é verificar se o imunizante é seguro e capaz de estimular uma resposta imunológica eficaz contra a cepa Bundibugyo, considerada uma das variantes mais preocupantes do vírus ebola por ainda não contar com vacinas aprovadas.
Nos últimos anos, os avanços no combate ao ebola concentraram-se principalmente na variante Ebola-Zaire, responsável pela grande epidemia registrada entre 2018 e 2019. No entanto, especialistas alertam que a cepa Bundibugyo permanece sem alternativas específicas de prevenção ou tratamento, o que aumenta a vulnerabilidade das populações afetadas.
Além da ausência de imunizantes, fatores como crises humanitárias, deslocamentos populacionais nas regiões de fronteira entre a República Democrática do Congo e Uganda e a fragilidade dos sistemas de saúde favorecem a disseminação da doença.
Segundo a pesquisadora Dra. Sumire Sakabe, esses desafios dificultam o controle da enfermidade. "A instabilidade social e o deslocamento contínuo de pessoas agregam dificuldades extras no controle de uma doença altamente transmissível e de elevada mortalidade, que exige recursos humanos e estrutura adequada para interromper a transmissão e oferecer tratamento de suporte aos pacientes", afirmou.
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Diante do cenário, a Organização Mundial da Saúde (OMS) deve convocar, em caráter de urgência, seu Comitê de Emergência para definir recomendações temporárias e coordenar ações internacionais de resposta ao avanço da doença.
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