Um novo medicamento experimental contra a calvície pode representar o primeiro tratamento oral desenvolvido especificamente para a condição em quase três décadas. Batizado de VDPHL01, o remédio apresentou resultados promissores em testes clínicos com homens ao estimular o crescimento capilar, mas ainda depende de novas pesquisas para comprovar sua eficácia e segurança. Enquanto isso, especialistas destacam que já existem tratamentos eficazes disponíveis no mercado, com opções que variam de medicamentos a procedimentos cirúrgicos.
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Após quase 30 anos sem novidades no tratamento oral da alopecia androgenética, conhecida popularmente como calvície, pesquisadores desenvolvem uma alternativa que pode ampliar as opções terapêuticas, especialmente para mulheres. O VDPHL01, criado pela biofarmacêutica norte-americana Veradermics, utiliza uma formulação de minoxidil de liberação prolongada para reduzir os efeitos colaterais cardiovasculares associados ao uso convencional do medicamento.
A alopecia androgenética é causada por fatores genéticos e hormonais e provoca o afinamento progressivo dos fios até a interrupção do crescimento do cabelo. Segundo dermatologistas, o diferencial do novo medicamento é manter níveis mais estáveis da substância no organismo, o que pode diminuir riscos como palpitações, queda de pressão, taquicardia e retenção de líquidos. Apesar dos resultados iniciais positivos, os especialistas ressaltam que os estudos divulgados até agora envolveram apenas homens e ainda não comprovam a segurança do tratamento em longo prazo.
Enquanto o novo remédio não chega ao mercado, os dermatologistas recomendam terapias já consolidadas para controlar a queda capilar. Entre as principais estão a finasterida e a dutasterida, que reduzem a ação do hormônio DHT, além do minoxidil tópico ou oral em baixas doses, microagulhamento, laser de baixa intensidade, aplicações de plasma rico em plaquetas (PRP) e o transplante capilar. A combinação das técnicas é definida conforme o grau da calvície, idade, sexo e histórico de saúde do paciente.
Os custos dos tratamentos variam bastante. Medicamentos de uso contínuo, como finasterida, podem custar entre R$ 30 e R$ 80 por mês, enquanto a dutasterida varia de R$ 100 a R$ 210. O minoxidil tópico custa entre R$ 50 e R$ 120, e a versão oral manipulada fica entre R$ 30 e R$ 70 mensais. Já os procedimentos realizados em consultório têm valores mais elevados: sessões de microagulhamento custam de R$ 250 a R$ 700, o laser de baixa intensidade varia de R$ 150 a R$ 400, o PRP custa entre R$ 150 e R$ 700 por aplicação, e o transplante capilar pode chegar a R$ 40 mil, dependendo da técnica utilizada.
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Para as mulheres, o tratamento exige uma avaliação ainda mais criteriosa. Antes de iniciar qualquer terapia, os médicos investigam possíveis causas da queda de cabelo, como deficiência de ferro, alterações da tireoide, pós-parto, menopausa, síndrome dos ovários policísticos, uso de medicamentos e o eflúvio telógeno, uma queda temporária desencadeada por estresse ou alterações hormonais. Especialistas reforçam que a alopecia androgenética não tem cura definitiva e que o tratamento costuma ser contínuo, já que a interrupção das terapias permite que o afinamento dos fios volte a evoluir naturalmente.
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