Presente no café da manhã, almoço, lanche e até no jantar, o queijo é um dos alimentos mais consumidos pelos brasileiros. Porém, para quem tem diabetes, é comum surgir a dúvida: ele pode fazer parte de uma alimentação equilibrada? A resposta é sim, mas a escolha do tipo e a quantidade consumida são fatores importantes.
Segundo a nutricionista Carol Netto, especialista em nutrição clínica, os queijos costumam ter baixo índice de carboidratos. Ainda assim, a presença de proteínas e gorduras em quantidades relevantes também impacta os níveis de glicose no sangue, embora de maneira mais gradual.
De acordo com a especialista, as proteínas podem levar até três horas para serem transformadas em glicose, enquanto as gorduras podem influenciar o organismo entre quatro e seis horas após o consumo.
Por que o queijo não causa pico glicêmico imediato
Ao contrário de alimentos como pão e arroz, o queijo possui quantidades muito baixas de açúcar e amido. Por isso, seu efeito imediato sobre a glicemia costuma ser pequeno logo após o consumo. Ainda assim, dependendo da quantidade ingerida e do teor de gordura do alimento, pode ocorrer uma elevação gradual da glicose algumas horas depois.
Os queijos mais gordurosos tendem a retardar o esvaziamento do estômago, tornando a digestão mais lenta e favorecendo um pico glicêmico tardio. Por esse motivo, controlar as porções consumidas não é apenas uma orientação genérica, mas uma medida importante para pessoas que utilizam insulina ou fazem monitoramento contínuo da glicose.
“Tudo que é demais acaba tendo um impacto ruim na nossa saúde. Mesmo com baixo teor de carboidrato, o consumo excessivo de queijo pode levar ao aumento dos níveis de glicose, especialmente nos tipos mais ricos em gordura.”
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Quejo minas padrão ou frescal: qual o melhor para quem tem diabetes?
Essa é uma das dúvidas mais comuns entre pessoas com diabetes. Ambos pertencem à categoria dos queijos brancos frescos, mas têm composições diferentes, e isso importa no controle glicêmico.
O queijo minas frescal não passa por cura ou maturação. Por isso, retém mais lactose (o açúcar natural do leite) e mais umidade. Em algumas pessoas, esse excesso de lactose pode contribuir para variações glicêmicas mais perceptíveis.
Já o queijo minas padrão passa por um processo de maturação. Com isso, parte da lactose é consumida pelas bactérias durante a fermentação, resultando em menor teor de açúcar do leite. Além disso, tem menos umidade, o que concentra os nutrientes e pode tornar as porções mais calóricas. É ligeiramente mais gorduroso, exigindo atenção ao tamanho da porção.
Na prática, o minas padrão costuma ser a opção levemente mais vantajosa para quem tem diabetes. Ainda assim, a diferença não é absoluta: o controle da porção continua sendo o fator mais determinante.
Veja os melhores tipos de queijo para quem tem diabetes
- Ricota: baixo teor de gordura e calorias. Boa opção para quem precisa controlar o peso.
- Cottage: proteína alta, gordura moderada. Versátil para refeições e lanches.
- Muçarela de búfala: menos gordura que a comum. A diferença para o queijo frescal é pequena, mas pode ser uma escolha estratégica em jantares.
- Queijo minas padrão: maturação reduz a lactose disponível
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