Cuidar da saúde requer ficar atento a alguns sinais que nosso corpo pode dar e manter uma regularidade de exames de check-up completo.
O cantor Zé Felipe, de 27 anos, afirmou ter iniciado o uso de um “chip de testosterona” após identificar níveis baixos do hormônio em alguns exames feitos recentemente. O relato, publicado em um vídeo nas redes sociais, rapidamente ganhou repercussão e trouxe à tona discussões sobre diagnóstico, tratamento e riscos da reposição hormonal.
Segundo o artista, a alteração estaria relacionada a hábitos como sono irregular, que impactaram também os níveis de cortisol. “Fiz exames, o cortisol estava alto por causa do sono errado. A testosterona baixou e o cara fica sem reação”, relatou. Ele afirmou ainda que, após iniciar o uso do implante hormonal, percebeu um aumento de energia significativo e grande disposição.
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Queda de testosterona exige atenção
A redução da testosterona é considerada um processo natural do envelhecimento, mais acentuado a partir dos 50 anos. No entanto, homens a partir dos 30 já podem apresentar uma queda gradual, estimada em cerca de 1% ao ano.
Embora seja conhecida como um hormônio masculino, a testosterona desempenha funções importantes também no organismo feminino. Entre seus principais papéis estão a regulação da libido, manutenção da massa muscular, força, saúde óssea e controle da composição corporal.
Quando os níveis estão baixos no homem, o hormônio pode provocar sintomas como diminuição do desejo sexual, fadiga, alterações de humor, irritabilidade, perda de massa muscular, aumento de gordura corporal, dificuldade de ereção e problemas de concentração.
Diagnóstico deve ser feito por médicos
De acordo com especialistas, a reposição de testosterona só deve ser indicada em casos de deficiência comprovada, condição conhecida como hipogonadismo masculino. A Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM) orienta que o diagnóstico deve considerar tanto os sintomas clínicos quanto exames laboratoriais realizados, no mínimo, em duas ocasiões pela manhã, e na ausência de doenças agudas.
A avaliação costuma ser feita por urologistas ou endocrinologistas e inclui exame físico, análise do histórico do paciente e exames de sangue para confirmar os níveis hormonais.
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Cautela e acompanhamento profissional
A reposição hormonal pode ser feita por meio de géis ou injeções, sempre com prescrição e acompanhamento médico. Especialistas desaconselham o uso por via oral, devido à absorção irregular e ao risco aumentado de complicações hepáticas.
O tratamento também exige monitoramento contínuo e, em muitos casos, mudanças no estilo de vida, como melhora na alimentação, prática de atividade física, sono adequado e redução do consumo de álcool e tabaco.
Riscos e efeitos colaterais
Apesar dos possíveis benefícios, a reposição de testosterona não é isenta de riscos. Estudos apontam que o uso prolongado pode aumentar a probabilidade de eventos cardiovasculares, como infarto e AVC.
Entre os efeitos colaterais mais comuns estão acne, retenção de líquidos, inchaço nos tornozelos, aumento ou sensibilidade nas mamas, piora da apneia do sono, dificuldade para urinar e redução do tamanho dos testículos.
“Chip da beleza” preocupa especialistas
Nos últimos anos, o chamado “chip da beleza”, um implante hormonal frequentemente associado à gestrinona, tem ganhado popularidade entre homens e mulheres, muitas vezes com fins estéticos. No entanto, especialistas alertam para os riscos do uso sem indicação clínica e sem acompanhamento adequado, especialmente devido à possibilidade de manipulação com diferentes substâncias.
Hábitos e doenças também influenciam
Além do envelhecimento, fatores como sedentarismo, má alimentação, consumo excessivo de álcool, tabagismo e sono insuficiente pode contribuir para a queda da testosterona. Sobrepeso e obesidade também estão associados à redução do hormônio, já que o excesso de gordura abdominal pode aumentar sua conversão em estrogênio.
Doenças como diabetes tipo 2, problemas cardiovasculares, apneia do sono e alterações testiculares também podem impactar os níveis hormonais.
Para minimizar a queda, endocrionologistas recomendam manter uma rotina saudável, com alimentação equilibrada, prática regular de exercícios, especialmente musculação, controle do estresse e sono de qualidade, entre sete e nove horas por noite.
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