A mpox voltou a acender o alerta das autoridades de saúde no Brasil e no exterior. Somente neste início de 2026, o país já confirmou 55 casos da doença, enquanto uma nova variante recombinante foi identificada no Reino Unido e na Índia. Especialistas reforçam a importância da vigilância epidemiológica, do diagnóstico precoce e da vacinação de grupos mais vulneráveis.
De acordo com o Centro Nacional de Inteligência Epidemiológica e Vigilância Genômica (CNE-VIG), ligado ao Ministério da Saúde, o Brasil acompanha de perto a evolução dos registros. Em 2025, foram contabilizados 1.056 casos confirmados e dois óbitos relacionados à doença no país, mantendo o monitoramento ativo em todo o território nacional.
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No cenário internacional, dois casos recentes detectaram uma nova cepa recombinante do vírus da mpox. A Organização Mundial da Saúde (OMS) avalia que os episódios indicam possível circulação mais ampla do vírus do que a oficialmente documentada até o momento. Apesar disso, os pacientes diagnosticados não apresentaram quadros graves e tiveram sintomas semelhantes aos já conhecidos.
O que é mpox e como ocorre a transmissão
A mpox é causada pelo vírus MPXV, do gênero Orthopoxvirus, conhecido popularmente como “varíola dos macacos”. A transmissão pode ocorrer por contato direto com pessoa infectada, materiais contaminados ou animais silvestres, especialmente roedores, portadores do vírus.
Os sintomas costumam surgir entre 3 e 16 dias após a exposição, podendo chegar a 21 dias. Entre os principais sinais estão erupções cutâneas ou lesões na pele, linfonodos inchados (ínguas), febre, dor de cabeça, dores no corpo, calafrios e sensação de fraqueza.
Tratamento e vacinação
Atualmente, não há medicamento específico aprovado para tratar a mpox. O atendimento é voltado para o alívio dos sintomas, prevenção de complicações e redução de possíveis sequelas.
A vacinação é recomendada para grupos com maior risco de desenvolver formas graves da doença. Entre eles estão pessoas vivendo com HIV/aids com baixa contagem de linfócitos T CD4 e profissionais de laboratório que atuam diretamente com Orthopoxvírus em ambientes de biossegurança nível 2. Também existe a possibilidade de imunização após exposição ao vírus, conforme avaliação das autoridades de saúde.
O que se sabe sobre a nova variante
A nova variante identificada no Reino Unido foi detectada em um viajante que retornou da região Ásia-Pacífico em outubro de 2025. Já o caso da Índia, ocorrido em setembro do mesmo ano e notificado posteriormente, apresentou mais de 99,9% de similaridade genética com o vírus encontrado no território britânico.
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Segundo a OMS, a recombinação viral — processo natural que ocorre quando dois vírus relacionados infectam o mesmo indivíduo e trocam material genético — pode ter dado origem à nova cepa. Ainda não se sabe a origem exata da variante, mas há indícios de que a transmissão possa ter envolvido ao menos quatro países em três diferentes regiões do mundo, sugerindo circulação mais ampla do que os casos oficialmente confirmados indicam.
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