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RISCOS E CUIDADOS

Dengue: saiba identificar os sintomas e quais remédios evitar

Conheça os sintomas, cuidados, prevenção e quando buscar atendimento médico para evitar complicações.

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Imagem ilustrativa da notícia Dengue: saiba identificar os sintomas e quais remédios evitar camera O período chuvoso favorece a proliferação do Aedes aegypti, transmissor da dengue, chikungunya, Zika e oropouche. | nuzree/Pixabay

Com o aumento das chuvas e a maior circulação de vírus transmitidos por mosquitos, cresce também a preocupação com os casos de dengue no Pará. Febre e dor no corpo, sintomas comuns a diversas doenças, exigem atenção redobrada da população e dos profissionais de saúde para evitar agravamentos e complicações.

A Secretaria de Estado de Saúde Pública do Pará (Sespa) alerta que, somente em janeiro de 2026, o estado registrou 14 casos de dengue com sinais de alarme. O período chuvoso favorece a proliferação do Aedes aegypti, transmissor da dengue, chikungunya, Zika e oropouche.

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Como identificar se é dengue?

A médica infectologista do Complexo Hospitalar da UFPA, Rita Medeiros, orienta que, nos meses mais chuvosos, todo quadro de febre associado a dor de cabeça e dor no corpo deve levantar suspeita de dengue.

A febre pode durar até sete dias. No entanto, o ponto mais importante é observar os chamados sinais de alarme, que costumam surgir entre o terceiro e o quarto dia de sintomas. Os principais são:

  • Dor abdominal intensa
  • Vômitos frequentes

Sensação de mal-estar progressivo

Segundo a especialista, muitos casos podem evoluir rapidamente mesmo sem sangramentos aparentes ou queda acentuada das plaquetas. Por isso, no hemograma, o hematócrito — que indica hemoconcentração — é um dos principais parâmetros a serem monitorados.

Ela também alerta para o risco de hepatite grave associada à dengue, uma das causas de óbito pela doença.

Quais medicamentos não podem ser tomados?

De acordo com a Sespa, não existe tratamento específico para a dengue. O cuidado principal é a hidratação, que pode ser oral nos casos leves e endovenosa quando há necessidade de observação ou internação.

Um dos maiores riscos está na automedicação. O ácido acetilsalicílico (AAS) e os anti-inflamatórios são formalmente contraindicados em casos suspeitos de dengue, pois aumentam o risco de hemorragias.

Além disso, o uso excessivo de paracetamol também deve ser evitado. A dose máxima recomendada é de até 4 gramas por dia, pois o abuso pode agravar lesões no fígado e potencializar quadros de hepatite.

Quando procurar atendimento imediato?

Idosos, crianças pequenas, gestantes e pessoas com doenças crônicas fazem parte do grupo de maior risco para formas graves e devem buscar atendimento médico ao surgirem os primeiros sintomas.

Se a febre ultrapassar sete dias, é fundamental ampliar a investigação para outras doenças com sintomas semelhantes e que também são endêmicas no estado, como doença de Chagas, malária e febre tifoide.

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Prevenção continua sendo essencial

A orientação é eliminar qualquer recipiente que possa acumular água parada, manter caixas d’água bem fechadas, proteger ralos, descartar corretamente o lixo e armazenar pneus em locais cobertos.

A vacinação contra a dengue também segue disponível para crianças e adolescentes de 10 a 14 anos. Em Belém, doses que seriam utilizadas até março estão sendo ofertadas excepcionalmente para pessoas de 4 a 59 anos, diante da baixa procura.

Diante do cenário, a recomendação é que, ao menor sinal de febre com dor no corpo, deve-se manter a hidratação adequada, evitar medicamentos contraindicados e procurar avaliação médica para evitar a evolução para formas graves da doença.

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