As mudanças bruscas no clima têm se tornado cada vez mais frequentes e perceptíveis no dia a dia da população. Em um mesmo período, é possível enfrentar dias de calor intenso e, logo em seguida, quedas acentuadas de temperatura, cenário que impacta diretamente a rotina e o funcionamento do organismo. Diante dessas oscilações, especialistas reforçam a importância de redobrar a atenção com a saúde, especialmente entre os grupos mais vulneráveis, como as pessoas idosas.
Por isso, manter a atenção preventiva e as orientações adequadas é uma estratégia que contribui de maneira significativa para passar por esses períodos do ano com mais bem-estar, autonomia e qualidade de vida.
De acordo com a médica geriatra Sybylla Lustosa, as mudanças de temperatura podem afetar diretamente o bem-estar dos idosos. “Tanto as mudanças para temperaturas mais elevadas quanto para temperaturas mais baixas podem impactar a saúde do idoso. No calor, há maior risco de desidratação, já que ocorre mais sudorese e, com o envelhecimento, a composição corporal reduz a quantidade de água no organismo. Essa desidratação pode, inclusive, ser grave e afetar a função renal, por isso, é importante garantir uma ingesta hídrica adequada e o consumo de água deve ser de pelo menos 35 ml de água por quilo”, explica.
Ela também chama atenção para os períodos mais frios e chuvosos. “Nesse período, há um maior risco de doenças respiratórias. Os vírus da gripe entram em circulação, e como é fisiológico do envelhecimento que a imunidade reduza, o idoso fica mais predisposto a adquirir esses quadros gripais”, afirma. A médica reforça também a importância da vacinação. “As campanhas de vacinação contra o vírus influenza, a vacina pneumocócica e a vacina contra o vírus sincicial respiratório ajudam a evitar quadros mais graves, como pneumonias e internações hospitalares”, destaca.
A fisioterapeuta Karla Fianco, da Wyden, alerta que as mudanças climáticas têm se intensificado e exigem atenção especial da população idosa durante o período mais quente. “Ondas de calor extremo, associadas à baixa umidade do ar, causam estresse térmico na população acima de 65 anos, com repercussões e sobrecarga cardiovascular e respiratória, especialmente quando já existem doenças pré-existentes”, pontua.
Quer saber mais notícias de saúde? Acesse nosso canal no Whatsapp
Segundo a especialista, alguns cuidados diários são fundamentais nesses cenários e a fisioterapia tem papel muito importante. “Devemos mantê-los sempre hidratados, com ingestão hídrica regular, oferecer alimentos mais leves e de fácil digestão, deixá-los em ambientes ventilados, entre outros cuidados. A fisioterapia também é uma grande aliada, pois atua na prevenção de complicações respiratórias, no fortalecimento da musculatura, na manutenção da autonomia e na melhora da qualidade de vida”, orienta.
Ambas as especialistas reforçam que a prática regular de atividade física, a atenção aos sinais do corpo, a hidratação adequada e o acompanhamento profissional são atitudes que fazem diferença. Cuidar da saúde ao longo do tempo é um caminho para envelhecer com mais disposição, independência e participação ativa na vida cotidiana.
Seja sempre o primeiro a ficar bem informado, entre no nosso canal de notícias no WhatsApp e Telegram. Para mais informações sobre os canais do WhatsApp e seguir outros canais do DOL. Acesse: dol.com.br/n/828815.
Comentar