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FOLIA COM CONSCIÊNCIA

Sexo sem proteção é risco no Carnaval. Veja formas de prevenção

Infectologistas explicam riscos de relações sem proteção e estratégias para evitar ISTs após a folia

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Imagem ilustrativa da notícia Sexo sem proteção é risco no Carnaval. Veja formas de prevenção camera Estratégia que vem ganhando espaço é a DoxiPEP, que utiliza a doxiciclina como prevenção pós-exposição para algumas ISTs bacterianas. | Getty Images

Entre blocos lotados, encontros casuais e noites que viram dia, o Carnaval também é um período em que os cuidados com a saúde podem ficar em segundo plano. O problema é que, junto com a festa, cresce a exposição às infecções sexualmente transmissíveis (ISTs). Com isso, especialistas reforçam que informação, prevenção e rapidez na busca por cuidados são fundamentais para reduzir danos à saúde sexual.

De acordo com infectologistas, o uso do preservativo continua sendo a medida mais eficaz para prevenir a maioria das ISTs. Além da camisinha masculina, os especialistas lembram que o preservativo feminino também oferece proteção eficiente e amplia as possibilidades de cuidado durante as relações sexuais.

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Além disso, infectologistas destacam que, apesar de ser o método mais conhecido e acessível, o preservativo não é a única forma de prevenção disponível atualmente. Mesmo em 2026, muitos brasileiros desconhecem estratégias complementares de proteção, especialmente aquelas voltadas ao HIV, como a PrEP (profilaxia pré-exposição) e a PEP (profilaxia pós-exposição).

PrEP, PEP e o fator tempo após a exposição

Segundo especialistas, a PrEP pode ser utilizada antes das relações sexuais, inclusive de forma planejada para períodos de maior exposição, como o Carnaval. Já a PEP é indicada quando houve uma situação de risco, como relação sexual sem preservativo.

Nesse caso, o tempo é decisivo. Segundo os infectologistas, o início do uso da PEP deve ocorrer o mais rapidamente possível, preferencialmente nas primeiras horas após a exposição, respeitando o limite máximo de 72 horas. Após esse período, o medicamento deixa de ser eficaz.

Outro alerta é para as mulheres. Para elas, as estratégia preventiva exige ainda mais planejamento. De acordo com os especialistas, a proteção não deve ser adotada apenas de forma emergencial. O uso contínuo, iniciado cerca de sete dias antes da possível exposição, garante maior eficácia, especialmente para quem pretende passar vários dias na folia.

Novas estratégias, vacinas e a importância da testagem

Outra abordagem que vem ganhando espaço no debate internacional é a DoxiPEP, que consiste no uso da doxiciclina como prevenção pós-exposição para algumas ISTs bacterianas. Especialistas apontam que a estratégia apresenta bons resultados principalmente contra sífilis e clamídia, embora não ofereça proteção completa. A recomendação é que a dose única seja utilizada em até 72 horas após a exposição de risco.

Além dos medicamentos, a imunização é considerada essencial da prevenção. Especialistas destacam a eficácia das vacinas contra o HPV e reforçam a importância de manter atualizadas as vacinas contra hepatite A e B, infecções que também podem ser transmitidas por via sexual.

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Além disso, a testagem regular completa a chamada prevenção combinada. Isso porque muitas ISTs podem evoluir sem sintomas, facilitando a transmissão silenciosa. Por esse motivo, a orientação é realizar exames antes do Carnaval e repetir após o período, principalmente em casos de relações desprotegidas.

Por fim, infectologistas ressaltam que, atualmente, não faltam informações nem métodos preventivos. No caso do HIV, os avanços no tratamento transformaram o cenário da doença e pessoas com carga viral indetectável não transmitem o vírus, reforçando a importância do diagnóstico precoce e do acompanhamento médico contínuo.

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