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Estudo aponta maior contaminação bacteriana em água de bebedouros do que na torneira

Revisão científica analisou pesquisas internacionais e indica falhas de manutenção em máquinas dispensadoras de água

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Imagem ilustrativa da notícia Estudo aponta maior contaminação bacteriana em água de bebedouros do que na torneira camera A análise foi conduzida por pesquisadores da Universidade Loma Linda, na Califórnia, que reuniram cerca de 70 estudos sobre a qualidade microbiológica de máquinas dispensadoras de água. | Reprodução

Um estudo de revisão publicado em 2025 na revista científica AIMS Microbiology indica que a água consumida em bebedouros de escritórios, escolas e locais públicos pode apresentar níveis mais altos de contaminação bacteriana do que a água da rede de abastecimento.

A análise foi conduzida por pesquisadores da Universidade Loma Linda, na Califórnia, que reuniram cerca de 70 estudos sobre a qualidade microbiológica de máquinas dispensadoras de água. O objetivo foi avaliar se o uso desses equipamentos oferece maior segurança sanitária em comparação com a água fornecida diretamente pelas torneiras.

Segundo os pesquisadores, diversos trabalhos apontam a presença de microrganismos oportunistas nos bebedouros, como Pseudomonas aeruginosa, além de coliformes, que indicam possível contaminação fecal. Esses microrganismos podem representar risco à saúde, principalmente para pessoas com sistema imunológico comprometido.

Os bebedouros avaliados incluem tanto modelos ligados diretamente à rede de abastecimento quanto equipamentos abastecidos por galões. Muitos desses sistemas utilizam filtros, carvão ativado, osmose reversa ou luz ultravioleta para tratamento da água. Ainda assim, os estudos analisados mostram que a contaminação bacteriana pode ocorrer no interior das máquinas.

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De acordo com a revisão, o principal fator associado ao problema é a formação de biofilmes — estruturas compostas por bactérias que se acumulam em filtros, tubulações e bicos de saída da água. Esses biofilmes podem persistir mesmo após limpezas superficiais e se reorganizar em poucos dias.

Em parte significativa das pesquisas avaliadas, as amostras coletadas diretamente dos bebedouros ultrapassaram os limites microbiológicos recomendados, enquanto a água da rede pública permaneceu dentro dos padrões sanitários estabelecidos.

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Os autores destacam que o consumo de água de bebedouros não implica, necessariamente, adoecimento em pessoas saudáveis. No entanto, a presença elevada de bactérias amplia o risco de transmissão de doenças de veiculação hídrica, sobretudo entre crianças, idosos e indivíduos com imunidade reduzida.

O estudo também aponta que, em muitos países, a água distribuída pela rede pública passa por monitoramento contínuo de órgãos reguladores, enquanto os bebedouros instalados em ambientes coletivos não seguem o mesmo nível de fiscalização.

Para reduzir os riscos, os pesquisadores recomendam a higienização periódica dos componentes internos dos equipamentos, a troca regular de filtros conforme orientação técnica e a adoção de protocolos de manutenção mais rigorosos, especialmente em locais com grande circulação de pessoas.

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