Nesta semana, equipes da Polícia Civil, Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros realizaram novas buscas em uma área rural próximo ao município de Eldorado do Carajás após o surgimento de denúncias que apontavam que o corpo da crinança José Arthur, desaparecido desde março deste ano, poderia está enterrado em uma cova rasa na região.
Em entrevista exclusiva ao programa Bora Cidade desta quinta-feira (18), o advogado da família, Elisson Araújo, detalhou o andamento das investigações e as diligências feitas pela equipe na região.
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De acordo com o advogado, as buscas incluíram a verificação de possíveis covas rasas em áreas rurais de difícil acesso. Em um dos pontos, uma escavação chegou a levantar suspeitas, mas foi descartada após a constatação de raízes no solo e ausência de indícios humanos.
Contudo, em outra propriedade desocupada que fica a cerca de 20 quilômetros da residência da família, foram achadas roupas infantis parcialmente queimadas. Segundo ele, o material foi recolhido pelas autoridades e já está sob análise pericial. “Acionamos as autoridades imediatamente para preservar a cadeia de custódia”, explicou.
O advogado também destacou que a Polícia Civil do Pará e o Ministério Público seguem conduzindo as investigações e novas medidas cautelares já foram solicitadas e aguardam decisão judicial. Segundo ele, há outros investigados sendo apurados além de suspeitos já ouvidos anteriormente.
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Em relação às linhas investigativas, o advogado afirmou que nenhuma hipótese está descartada. Ele mencionou ainda a possibilidade de premeditação no crime e a suspeita de que roupas infantis encontradas possam ter sido adquiridas previamente.
Outro ponto citado foi o relato de uma criança que teria presenciado o caso. Segundo o advogado, ela mencionou que “um carro preto levou o Tutu”, apelido usado para José Arthur. A informação já foi repassada à polícia e será analisada no contexto da investigação. O caso segue sendo investigado sob sigilo.
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