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ELEIÇÕES 2026

Debate da Globo: imprensa mundial repercute cancelamento e cita "caos no Brasil"

O cancelamento do debate da Globo traz repercussão global, destacando a ausência de Lula e Flávio Bolsonaro e decisões judiciais. Entenda o impacto.

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Imagem ilustrativa da notícia Debate da Globo: imprensa mundial repercute cancelamento e cita "caos no Brasil" camera O cancelamento do debate da Globo traz repercussão global, destacando a ausência de Lula e Flávio Bolsonaro e decisões judiciais. Entenda o impacto. | Reprodução/Globo

O cancelamento do debate entre candidatos à Presidência que seria realizado pela TV Globo na noite de quinta-feira, 1º de outubro, ganhou repercussão internacional a poucos dias do primeiro turno das eleições de 2026. Veículos de diferentes países destacaram a ausência de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL), além das decisões judiciais que modificaram as condições previstas inicialmente para o encontro.

A repercussão ocorreu depois que a Globo decidiu suspender a transmissão diante de mudanças determinadas pela Justiça Eleitoral e pelo Supremo Tribunal Federal (STF). A emissora afirmou que as decisões tomadas às vésperas do programa provocaram "insegurança jurídica" e interferiram nas regras estabelecidas para o debate.

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A agência Reuters foi uma das primeiras organizações internacionais a noticiar o episódio. A publicação chamou atenção para o fato de que Lula já havia confirmado que não participaria do último debate e que Flávio Bolsonaro também deixou de comparecer, provocando o cancelamento do programa.

A notícia da Reuters foi reproduzida por veículos estrangeiros e passou a integrar a cobertura da reta final da campanha presidencial brasileira.

Al Jazeera cita ausência dos dois principais candidatos

O canal Al Jazeera também deu destaque ao episódio e afirmou que Lula e Flávio Bolsonaro ficaram fora do último debate antes da votação do primeiro turno.

Segundo a publicação, o presidente decidiu participar de um podcast de grande audiência no YouTube em vez de comparecer ao encontro televisivo. Já Flávio Bolsonaro criticou as decisões do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e afirmou que as alterações determinadas pela Justiça afetavam a liberdade de organização da emissora.

A reportagem também explicou que uma das decisões judiciais impediu a Globo de manter no cenário um espaço vazio destinado a representar Lula durante o debate.

“Caos no Brasil”, diz jornal espanhol

Na Espanha, o jornal El Mundo classificou o momento político brasileiro como um cenário de “caos” a poucos dias da eleição.

O periódico relacionou o cancelamento do debate às decisões judiciais que alteraram as regras estabelecidas previamente entre os partidos e à reação dos candidatos que estavam dispostos a participar do programa.

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O jornal também mencionou a manifestação do ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado (PSD), um dos candidatos que esperavam participar do debate.

A publicação ainda contextualizou o ambiente político brasileiro com outros episódios que repercutiram durante a reta final da campanha presidencial.

AFP fala em campanha polarizada

A agência France-Presse (AFP) também destacou a ausência de Lula e Flávio Bolsonaro, e classificou o momento como parte de uma campanha marcada pela forte polarização.

A agência afirmou que os dois candidatos mais bem posicionados na disputa deixaram de participar do último encontro televisivo antes do primeiro turno.

A AFP também recuperou a controvérsia envolvendo a decisão de Lula de não comparecer e as mudanças determinadas pela Justiça sobre a possibilidade de deixar vazio o espaço reservado ao candidato ausente.

De acordo com a agência, Flávio Bolsonaro posteriormente desistiu de participar do programa e acusou a Justiça Eleitoral de censura.

CNN, EFE e jornais da América Latina repercutem

A repercussão também chegou à CNN em espanhol e à agência espanhola EFE. Os veículos deram destaque à insegurança jurídica provocada pelas decisões tomadas pouco antes do horário previsto para o debate.

A EFE ressaltou que o encontro seria uma das últimas oportunidades para que os eleitores comparassem diretamente as propostas dos candidatos à Presidência antes da votação.

Na América Latina, o episódio também foi noticiado pelo jornal colombiano El Tiempo e pelo periódico peruano El Comercio.

Veículos da Suíça e da Dinamarca também noticiaram o caso

O episódio ultrapassou a cobertura dos grandes conglomerados internacionais e também foi registrado por veículos europeus.

O Swissinfo, portal de notícias suíço, tratou as decisões judiciais como uma possível “interferência indevida” na organização do debate eleitoral.

Na Dinamarca, o tradicional jornal Berlingske também publicou uma reportagem sobre o cancelamento. O veículo destacou as ausências de Lula e Flávio Bolsonaro como elementos centrais para o desfecho do programa.

Decisões judiciais mudaram as regras do debate

Segundo a Globo, a emissora recebeu duas intimações judiciais pouco antes do início previsto para o debate.

Uma delas foi assinada pela ministra Estela Aranha, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), após uma solicitação apresentada pela coligação de Lula.

As regras originalmente acordadas pelos partidos estabeleciam que, caso algum candidato faltasse, o púlpito destinado a ele permaneceria no cenário, acompanhado de uma identificação. Também estava previsto que, em uma das rodadas de tema livre, os candidatos presentes poderiam formular, em até 30 segundos, uma pergunta que gostariam de fazer ao concorrente ausente.

A outra decisão mencionada pela Globo partiu do ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), em um processo relacionado à participação de Renan Santos, candidato do Missão, no debate.

Diante das alterações determinadas pela Justiça e da proximidade do horário de início do programa, a emissora decidiu cancelar o encontro.

Globo diz que decisões provocaram insegurança jurídica

Em comunicado, a TV Globo afirmou que mantém uma longa tradição na realização de debates eleitorais e que considera esses encontros importantes para permitir que os eleitores comparem propostas e projetos.

A emissora, porém, argumentou que as decisões judiciais tomadas momentos antes da transmissão criaram um cenário de insegurança jurídica.

Para a Globo, as determinações também representaram uma interferência na autonomia da imprensa para estabelecer e organizar debates eleitorais.

O episódio acabou ganhando repercussão internacional justamente na reta final da disputa presidencial, transformando o cancelamento do debate em um dos principais acontecimentos políticos do Brasil antes do primeiro turno.

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