A decisão da Justiça italiana que negou a extradição da ex-deputada federal Carla Zambelli provocou forte repercussão política e jurídica tanto no Brasil quanto na Europa. Após deixar a prisão em Roma, Zambelli celebrou publicamente a soltura e afirmou ter vencido uma batalha contra o que classificou como um “sistema gigantesco”.
Ao lado do advogado italiano Pieremilio Sammarco, a ex-parlamentar gravou um vídeo nas redes sociais agradecendo a atuação da defesa. Segundo ela, o advogado teria conseguido “o impossível” ao convencer a Corte de Cassação de Roma a rejeitar o pedido de extradição relacionado à condenação pela invasão do sistema do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).
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Em tom emocionado, Zambelli relatou que recebeu aplausos de outros detentos no momento em que deixou a unidade prisional. A ex-deputada também atribuiu a decisão à fé religiosa e afirmou que pretende seguir uma “missão”, sem detalhar quais serão os próximos passos após a libertação.
O julgamento ocorreu a portas fechadas e foi analisado por seis magistrados da mais alta instância judicial italiana. A decisão encerra, naquele país, o processo ligado à condenação envolvendo a invasão do sistema do CNJ, investigação que apontou que Zambelli teria articulado, junto a um hacker, a inserção de um falso mandado de prisão contra o ministro Alexandre de Moraes.
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Apesar da vitória judicial, a situação da ex-deputada na Itália ainda não está totalmente encerrada. Existe um segundo processo relacionado ao porte ilegal de arma, cuja análise sobre eventual extradição ainda será julgada pelas autoridades italianas. Caso a Justiça autorize a entrega ao Brasil após o fim dos recursos, a palavra final caberá ao ministro da Justiça da Itália, Carlo Nordio.
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