O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, avaliou como “muito boa” a conversa realizada nesta quinta-feira (7) com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, na Casa Branca. O encontro, que durou cerca de três horas e reuniu também autoridades dos dois governos, teve como foco uma ampla agenda bilateral, com destaque para comércio, tarifas e cooperação internacional.
Em publicação nas redes sociais, Trump destacou o caráter produtivo da conversa e fez elogios diretos ao presidente brasileiro. “Acabo de concluir minha reunião com Luiz Inácio Lula da Silva, o muito dinâmico presidente do Brasil. Discutimos muitos temas, incluindo comércio e, especificamente, tarifas”, afirmou.
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O presidente norte-americano acrescentou que o diálogo deve ter continuidade por meio de representantes oficiais dos dois países, indicando a possibilidade de novos encontros. “A reunião foi muito boa. Nossos representantes devem se reunir para tratar de alguns pontos-chave. Novos encontros serão marcados nos próximos meses, conforme necessário”, disse.
O governo brasileiro também se manifestou sobre a reunião, adotando o tom de aproximação e destacando a relação histórica entre as nações. Em publicação nas redes sociais, classificou o encontro com a expressão “Diálogo e respeito”.
“Brasil e EUA sempre foram parceiros e mantêm uma relação de amizade e respeito há mais de 200 anos. O encontro entre os chefes de Estado durou mais de três horas, durante as quais eles trataram de temas importantes para os dois países e para o mundo", afirmou.
Lula chegou à Casa Branca por volta das 12h15, horário de Brasília. A agenda incluiu reunião com autoridades e um almoço entre as delegações. Havia a expectativa de uma declaração conjunta à imprensa no Salão Oval, mas a fala foi cancelada devido ao prolongamento das discussões.
A visita foi classificada como uma “visita de trabalho”, formato mais informal do que uma reunião bilateral tradicional. Ainda nesta quinta-feira (07), o presidente Lula deve conversar com jornalistas antes de embarcar de volta ao Brasil.
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Nos bastidores diplomáticos, o encontro é interpretado como um passo para a reaproximação e normalização das relações comerciais entre os dois países, em um contexto marcado por tarifas impostas pelos Estados Unidos a produtos brasileiros e sanções contra autoridades nacionais.
A reunião também incluiu outros temas considerados sensíveis e estratégicos, como possíveis ataques ao sistema PIX, cooperação no enfrentamento ao crime organizado e ao narcotráfico, além de parcerias em áreas de minerais críticos e terras raras. Questões de geopolítica envolvendo América Latina, Oriente Médio e a Organização das Nações Unidas (ONU), bem como o cenário eleitoral brasileiro, também estavam entre os assuntos discutidos.
Antes do encontro presencial, Lula e Trump já haviam conversado por telefone no dia 1º de maio. Segundo o governo brasileiro, a ligação foi descrita como “amistosa”, sinalizando a tentativa de reaproximação entre os dois governos.
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