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NO RIO DE JANEIRO

Cláudio Castro deve renunciar ao governo para evitar cassação

TSE julga suposto uso de cargos para reeleição, o que configuraria abuso de poder, e podem levar à perda do cargo e inelegibilidade.

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Imagem ilustrativa da notícia Cláudio Castro deve renunciar ao governo para evitar cassação camera Decisão do TSE pode tornar Cláudio Castro inelegível por oito anos. | Fernando Frazão/Agência Brasil

Nos bastidores da política brasileira, uma decisão estratégica muitas vezes antecede julgamentos que podem redefinir trajetórias e alterar o equilíbrio de poder nos estados. Em meio a esse cenário, movimentações de última hora indicam tentativas de evitar consequências mais severas na esfera eleitoral.

O governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL), avalia renunciar ao cargo na próxima segunda-feira (23) para tentar escapar de uma possível condenação no Tribunal Superior Eleitoral.

CONTEÚDO RELACIONADO

ABUSO DE PODER POLÍTICO E ECONÔMICO

A Corte Eleitoral analisa duas ações que apontam a existência de um suposto esquema envolvendo a criação de cargos para favorecer a reeleição de Castro em 2022. Os processos também incluem o nome de Rodrigo Bacellar (União), presidente afastado da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro.

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De acordo com as investigações, teriam sido criados cerca de 27 mil cargos considerados irregulares, utilizados para empregar aliados políticos e cabos eleitorais, o que configuraria abuso de poder político e econômico durante o pleito.

JULGAMENTO RETOMADO

O julgamento das ações foi retomado no último dia 10 de março, após ter sido interrompido em novembro de 2025 por um pedido de vista do ministro Antonio Carlos Ferreira. Antes da suspensão, a relatora do caso, a ministra Isabel Gallotti, votou pela cassação dos mandatos envolvidos e pela realização de novas eleições no estado.

Em seu voto, a magistrada destacou a gravidade das condutas investigadas no contexto eleitoral. Caso a maioria dos ministros acompanhe esse entendimento, Cláudio Castro poderá perder o mandato e ficar inelegível por oito anos, contados a partir das eleições de 2022.

Ainda assim, não está descartada a possibilidade de um novo adiamento do julgamento, caso algum integrante da Corte solicite vista do processo quando a análise for retomada.

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