Uma operação conjunta das polícias Civil e Científica, com suporte técnico da Equatorial Pará, identificou sete casos de irregularidades envolvendo o fornecimento de energia elétrica em municípios do sudeste do Pará. As ações ocorreram nos dias 16 e 18 de setembro, em Rio Maria e Marabá.
Ao todo, sete pessoas foram conduzidas à delegacia para prestar esclarecimentos sobre as situações encontradas durante as fiscalizações.
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Em Rio Maria, foram identificadas três irregularidades. No centro do município, uma agência bancária e um estabelecimento do setor automotivo apresentavam alterações no sistema de medição de energia.
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Já em uma propriedade localizada na zona rural, as equipes encontraram uma ligação feita sem autorização da distribuidora, conhecida como ligação à revelia.
Quatro casos são encontrados em Marabá
Em Marabá, as fiscalizações ocorreram principalmente no núcleo São Félix. Durante as inspeções, foram identificadas irregularidades em uma borracharia, uma churrascaria, uma loja de autopeças e uma distribuidora de bebidas.
Segundo a Polícia Científica, alguns dos imóveis apresentavam fraudes nos equipamentos de medição. Nesses casos, o consumo registrado e cobrado era inferior ao volume efetivamente utilizado pelos estabelecimentos.
Além do prejuízo financeiro provocado pela energia que deixa de ser faturada, a irregularidade pode afetar o funcionamento da rede elétrica e a qualidade do fornecimento para consumidores próximos.
Ligações clandestinas também foram identificadas
As equipes também encontraram imóveis conectados diretamente à rede de distribuição, sem que houvesse medição ou faturamento correspondente ao consumo.
Esse tipo de ligação clandestina pode provocar sobrecarga nos circuitos, aumentando a possibilidade de oscilações, interrupções no fornecimento e curtos-circuitos.
A prática também representa risco de acidentes, inclusive com possibilidade de incêndios, devido às condições inadequadas das instalações elétricas.
Além das consequências criminais, os responsáveis pelas irregularidades poderão ser cobrados pelos valores referentes à energia consumida e não faturada.
A recuperação dos valores segue as regras estabelecidas pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). Também podem ser incluídos custos administrativos e operacionais relacionados à identificação e regularização das fraudes.
O furto de energia é considerado crime conforme o artigo 155 do Código Penal.
Furto de energia coloca população em risco
Além de representar prejuízo para o sistema elétrico, as ligações clandestinas e fraudes podem comprometer a segurança de moradores e trabalhadores.
Instalações irregulares podem provocar acidentes, incêndios e danos à rede, além de interferir na qualidade do serviço prestado aos demais consumidores.
A sobrecarga causada por conexões clandestinas também pode contribuir para quedas de energia e outros problemas no fornecimento.
Como denunciar furto de energia
Suspeitas de ligações clandestinas, furto de energia, cabos ou equipamentos podem ser comunicadas de forma anônima à Polícia Civil pelo telefone 181.
As denúncias também podem ser encaminhadas à Equatorial Pará, por meio da Central de Atendimento, pelo número 0800 091 0196.
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