A Polícia Civil do Pará deflagrou, nesta quarta-feira (3), a operação "Paz no Chapadão", que resultou na prisão de três pessoas e na apreensão de armas e munições em áreas rurais dos municípios de Santarém, Prainha e Belterra, no oeste paraense.
A ação foi coordenada pela Delegacia Especializada em Conflitos Agrários (Deca) de Santarém e teve como objetivo cumprir medidas cautelares expedidas pela Justiça no âmbito de investigações relacionadas a conflitos agrários na região do Chapadão/Corta-Corda.
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Um homem foi preso temporariamente por determinação judicial. Outras duas pessoas foram presas em flagrante por posse irregular de arma de fogo durante o cumprimento de mandados de busca e apreensão.
Investigação apura ameaças e atuação de grupos armados
Segundo a Polícia Civil, a investigação teve início após denúncias que apontavam a possível prática de crimes como ameaça, lesão corporal, constrangimento ilegal, porte ou posse irregular de arma de fogo e associação criminosa armada em meio a disputas possessórias na região.
De acordo com o delegado Gilvan Almeida, diretor da Deca de Santarém, os elementos reunidos durante as investigações indicam que o principal investigado estaria envolvido em episódios de intimidação e violência registrados em conflitos agrários locais.

Relatos de testemunhas, imagens e vídeos analisados pela equipe policial também apontariam a atuação de indivíduos armados agindo em conjunto durante os episódios investigados.
Armas e munições foram apreendidas
Durante a operação, os policiais apreenderam três armas de fogo e 46 munições de diferentes calibres. O material será periciado e deverá auxiliar no aprofundamento das investigações.
Segundo a Polícia Civil, a apreensão possui relevância para a apuração dos fatos, já que há indícios de que armamentos estariam sendo utilizados para intimidar moradores e aumentar as tensões em áreas de conflito pela posse de terras.
Foco é combater crimes e garantir segurança
A Polícia Civil destacou que a atuação da corporação não tem como objetivo definir a propriedade das áreas em disputa, mas investigar possíveis crimes praticados no contexto dos conflitos agrários.

As investigações continuam com análise do material apreendido, realização de novas oitivas e outras diligências para verificar a eventual existência de associação criminosa armada e de outros delitos relacionados ao caso.
A operação contou com apoio da Superintendência Regional do Baixo e Médio Amazonas e da Seccional Urbana de Santarém. Segundo a instituição, as ações visam garantir a segurança das comunidades rurais, preservar a ordem pública e combater a violência em áreas de conflito agrário.
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