A tragédia, que interrompeu de forma brutal a rotina de trabalho de uma entregadora de aplicativo que voltava para casa após mais uma noite de serviço, continua mobilizando familiares, amigos e colegas de profissão. O episódio envolve o debate sobre a combinação entre álcool e direção, além da vulnerabilidade de trabalhadores que enfrentam jornadas noturnas nas ruas da capital paraense.
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No rastro da comoção e revolta que tomaram conta de Belém desde a madrugada da última quarta-feira (29), o caso da motociclista Aline Simões, de 38 anos, morta em um grave acidente no bairro do Umarizal, ganhou um novo desdobramento. O motorista envolvido na colisão, que teve resultado positivo para alcoolemia, passou por audiência de custódia e foi liberado para responder ao inquérito em liberdade.
LIBERDADE APÓS PAGAMENTO DE FIANÇA
De acordo com informações da Polícia Civil, o condutor do carro envolvido no acidente, autuado em flagrante por homicídio culposo qualificado no trânsito, obteve o direito de responder ao processo em liberdade após o pagamento de fiança estipulada pela Justiça. Ele havia sido encaminhado à Seccional de São Brás após ser apresentado pela Polícia Militar.
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O DOL entrou em contato com o Tribunal de Justiça do Estado do Pará (TJPA) para confirmar oficialmente o valor da fiança estipulada no caso, e aguarda um posicionamento.
O teste de alcoolemia realizado logo após a ocorrência confirmou a ingestão de álcool. No momento da abordagem, também foram encontrados drogas e munições no interior do veículo, o que deve ser analisado no decorrer das investigações.
DINÂMICA DO ACIDENTE
A colisão ocorreu por volta das 2h30, no cruzamento da Travessa 14 de Março com a rua Bernal do Couto, nas proximidades do Pronto-Socorro Municipal Mário Pinotti. O acidente envolveu duas motocicletas e um carro particular.
Testemunhas relataram que o veículo teria avançado o sinal no cruzamento, provocando o impacto violento. Com a força da batida, outro carro estacionado também foi atingido e teve perda total. A vítima fatal não resistiu aos ferimentos e morreu ainda no local.
O corpo foi removido pelo Centro de Perícias Científicas Renato Chaves, enquanto equipes realizaram os primeiros levantamentos na área.
PROTESTO COBRA JUSTIÇA
Horas após o acidente, familiares, amigos e colegas de trabalho organizaram um protesto pelas ruas de Belém. O ato teve início em frente à residência da vítima e seguiu até o bairro da Marambaia.
Com cartazes, motocicletas e palavras de ordem, os manifestantes pediram justiça e cobraram mais rigor na fiscalização contra motoristas que dirigem sob efeito de álcool. O grupo também destacou os riscos enfrentados por entregadores de aplicativo, especialmente durante a madrugada.
INVESTIGAÇÃO CONTINUA
A Polícia Civil informou que perícias foram solicitadas e testemunhas seguem sendo ouvidas para esclarecer as circunstâncias do acidente. Apesar da liberação do motorista, o caso permanece sob investigação.
Enquanto isso, a morte da entregadora segue repercutindo na cidade, marcada pela indignação de familiares e pela cobrança por respostas e, sobretudo, por justiça.
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