Em tempos nos quais a vida digital ocupa cada vez mais espaço no cotidiano, os desafios para garantir a segurança de crianças e adolescentes no ambiente virtual se tornam urgentes e complexos. Entre avanços tecnológicos e riscos invisíveis, autoridades intensificam ações para conter crimes que se escondem por trás das telas.
Foi nesse contexto que a Polícia Federal deflagrou, nesta terça-feira (17), a Operação Guardião Digital, com foco no combate ao abuso sexual de crianças e adolescentes na internet. No Pará, a ação resultou no cumprimento de um mandado de prisão preventiva contra uma mulher, em Belém, além da apreensão de dois aparelhos celulares que passarão por perícia técnica para extração de dados.
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A ordem judicial foi expedida pela Vara de Crimes contra Crianças e Adolescentes do distrito de Icoaraci. A investigação busca aprofundar a análise de materiais armazenados nos dispositivos eletrônicos, que podem contribuir para a identificação de outros envolvidos.
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OPERAÇÃO EM 17 ESTADOS

Em âmbito nacional, a operação mobiliza equipes em 17 unidades da Federação, com o cumprimento de 34 mandados de busca e apreensão. Até o momento, uma pessoa foi presa em flagrante. O objetivo é identificar e responsabilizar suspeitos de armazenar, compartilhar, produzir ou comercializar conteúdos relacionados à violência sexual infantojuvenil.
A ofensiva integra uma estratégia contínua da Polícia Federal no enfrentamento a esse tipo de crime, considerado uma das mais graves violações aos direitos de crianças e adolescentes.
ECA DIGITAL
A ação ocorre no mesmo dia em que entra em vigor a Lei nº 15.211/2025, conhecida como ECA Digital, que amplia os mecanismos de proteção no ambiente virtual. Entre as novidades, está a criação do Centro Nacional de Proteção à Criança e ao Adolescente, que funcionará no âmbito da Polícia Federal para receber denúncias encaminhadas por provedores de internet.
A corporação também reforça a necessidade de vigilância por parte de pais e responsáveis. O acompanhamento do uso da internet, aliado ao diálogo aberto sobre segurança digital, é apontado como fundamental para prevenir situações de risco e incentivar que crianças e adolescentes denunciem abordagens suspeitas.
Exatamente por conta da preocupação crescente com crimes praticados no ambiente digital, a operação foi distribuída em diversos estados, incluindo Pará, São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais, evidenciando o alcance nacional das investigações em curso.
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