Um homem foi preso suspeito de abusar sexualmente da própria enteada, uma adolescente de 16 anos, em Belém. O caso veio à tona depois que a jovem conseguiu registrar parte das agressões em vídeos e procurou ajuda das autoridades.
De acordo com o relato da vítima, os abusos teriam começado quando ela tinha cerca de 11 anos de idade. A adolescente afirmou que as violências ocorriam com frequência, principalmente durante o período da manhã, quando o suspeito ficava sozinho com ela em casa.
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Com as gravações como prova, a jovem decidiu procurar apoio policial e denunciar o caso às autoridades competentes. A partir das informações e do material apresentado pela vítima, uma guarnição realizou a abordagem do suspeito.
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Durante a ação, o homem afirmou que não tinha conhecimento das acusações e negou envolvimento no crime. A situação também causou impacto dentro da própria família, já que, segundo informações preliminares, a mãe da adolescente, companheira do acusado, inicialmente não acreditava no relato da filha.
A vítima confirmou às autoridades os abusos cometidos pelo padrasto. O suspeito foi encaminhado para os procedimentos legais, enquanto o caso passou a ser acompanhado pelos órgãos responsáveis pela proteção de crianças e adolescentes, incluindo o Conselho Tutelar.
IMPORTÂNCIA DA DENÚNCIA
Casos de violência sexual contra crianças e adolescentes ainda são subnotificados no Brasil. Especialistas alertam que o silêncio, muitas vezes provocado pelo medo ou pela dependência familiar, dificulta a identificação e a punição dos agressores. Portanto, a denúncia é considerada fundamental para interromper ciclos de violência e garantir proteção às vítimas.
Casos suspeitos ou confirmados de abuso sexual contra crianças e adolescentes podem ser denunciados pelo Disque 100, canal nacional que recebe denúncias de violações de direitos humanos e encaminha as informações aos órgãos.
A reportagem do DOL procurou a Polícia Civil do Pará para confirmar as informações sobre a ocorrência e obter detalhes adicionais sobre o andamento do caso que através de nota respondeu: "A Polícia Civil informa que o suspeito foi apresentado na Delegacia Especializada no Atendimento à Criança e ao Adolescente (Deaca) de Ananindeua pelo Conselho Tutelar e Polícia Militar. Um inquérito foi instaurado para apurar a ocorrência."
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