Na quinta-feira (12/2), a Polícia Federal realizou mais uma etapa de suas ações permanentes de enfrentamento a crimes que violam a dignidade sexual de crianças e adolescentes no país. A ofensiva, intitulada Operação Strix Virgata IV, integra um conjunto de medidas voltadas à repressão de práticas ilícitas no ambiente digital, especialmente aquelas relacionadas ao armazenamento de material de abuso sexual infantojuvenil.
Durante a operação, policiais federais cumpriram mandado de busca e apreensão no município de Santana do Araguaia. Na ocasião, foram apreendidos aparelhos eletrônicos supostamente utilizados na prática criminosa. Três investigados foram presos em flagrante por manterem armazenado, em dispositivos digitais, material de abuso sexual envolvendo crianças e adolescentes.
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A ordem judicial foi expedida pela Subseção da Justiça Federal em Redenção. As investigações prosseguem com a análise do conteúdo apreendido, que será submetido à períícia criminal de informática, a fim de esclarecer a atuação dos envolvidos, identificar possíveis vítimas e apurar a participação de outras pessoas.
Embora a legislação brasileira ainda utilize o termo “pornografia” no Estatuto da Criança e do Adolescente para definir situações que envolvam crianças ou adolescentes em atividades sexuais explícitas, reais ou simuladas, ou na exibição de seus órgãos genitais para fins primordialmente sexuais, organismos internacionais recomendam o uso das expressões “abuso sexual” ou “violência sexual” contra crianças e adolescentes, por refletirem com maior precisão a gravidade das condutas e os danos causados às vítimas.
A Polícia Federal também reforça a importância da prevenção. Pais e responsáveis devem acompanhar e orientar crianças e adolescentes quanto ao uso seguro da internet, redes sociais, jogos e aplicativos. O diálogo aberto sobre riscos no ambiente virtual e a atenção a mudanças comportamentais, como isolamento repentino ou excesso de sigilo no uso de dispositivos eletrônicos, são medidas fundamentais de proteção.
Ensinar jovens a reconhecer abordagens inadequadas e a buscar ajuda diante de qualquer situação suspeita é essencial. A informação e a vigilância responsável continuam sendo instrumentos decisivos para garantir a segurança e o bem-estar de crianças e adolescentes.
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