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PRÊMIO NACIONAL

Museu Emilio Goldi ganha o SBPC-TikTok de melhor divulgação científica institucional

A produção assinada por diretores paraenses, valoriza a divulgação científica produzida na Amazônia.

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Imagem ilustrativa da notícia Museu Emilio Goldi ganha o SBPC-TikTok de melhor divulgação científica institucional camera Bolsistas do Serviço de Comunicação Social do Museu Goeldi mostram um dos trabalhos de divulgação científica que foram vitrine para o prêmio. | (Woltaire Masaki/MPEG)

Em um cenário em que as redes sociais se consolidam como espaços estratégicos para a popularização da ciência, iniciativas que aproximam pesquisadores e sociedade ganham destaque e reconhecimento. Foi nesse contexto que o Museu Paraense Emílio Goeldi conquistou uma importante premiação voltada à comunicação científica digital.

O Museu Paraense Emílio Goeldi (MPEG), vinculado ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), é o vencedor do Prêmio SBPC-TikTok de Divulgação Científica, na categoria “Melhor divulgação científica institucional”, destinada a universidades, institutos de pesquisa, coletivos e organizações. Criada pela Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) em parceria com o TikTok Brasil, a premiação reconhece e fortalece o trabalho da comunidade de comunicação científica nas redes sociais digitais. A instituição recebeu o resultado no final da tarde da quarta-feira (24/06), renovando seu compromisso de construir e comunicar conhecimentos sobre a Amazônia, em benefício do planeta.

Primeiro colocado na categoria, o Museu Goeldi defendeu que sua presença nas redes sociais tem o objetivo de divulgar a ciência produzida na instituição, de forma acessível e criativa, mostrando resultados de pesquisas, coleções e exposições científicas organizadas nas áreas das ciências naturais, humanas e sociais. A instituição também é motivada pela oportunidade de aproximar os públicos que estão nessas plataformas do conhecimento científico. Na mesma categoria, foram premiados, com os segundo e terceiro lugares, a Universidade Federal do Ceará e o Museu da Vida Fiocruz.

Já na categoria de “Melhor perfil de divulgação científica”, para comunicadores já consolidados, os ganhadores foram: Antonio Miranda, Deusa Cientista e Minuto da Terra. E, como “Revelação da divulgação científica”, voltada a novos criadores de conteúdos, foram selecionados Daniel Dahis, Rafael Kraisch e Bia Biology. Os ganhadores receberão troféus e equipamentos, além de um treinamento ministrado pela equipe do TikTok Brasil. O evento e a premiação devem ocorrer durante a 78ª Reunião Anual da SBPC, que será realizada entre 26 de julho e 1º de agosto, na Universidade Federal Fluminense (UFF), em Niterói-RJ.

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“A ciência não deve ficar restrita aos laboratórios”

Ao receber a notícia, o diretor do Museu Goeldi, Nilson Gabas Júnior, enviou mensagem à comunidade interna informando sobre a conquista e felicitando a equipe de comunicação da instituição, sob a coordenação de Sue Costa (coordenadora de Comunicação e Extensão – Cocex) e Sâmia Batista (chefe do Serviço de Comunicação Social – Secos).

“Este prêmio representa não apenas o reconhecimento de um trabalho coletivo, mas o fortalecimento de uma causa essencial: levar o conhecimento científico produzido na e sobre a Amazônia para a sociedade brasileira e internacional. Vocês mostram que a ciência amazônica não deve ficar restrita aos laboratórios e publicações acadêmicas — ela precisa dialogar com as comunidades, influenciar políticas públicas e despertar novas vocações científicas”, registrou o representante do Museu Goeldi.

“Selo de qualidade da SBPC”

“Selo de qualidade da SBPC” foi a expressão usada pelo vice-presidente da SBPC, Aldo Zarbin, que coordenou e integrou a comissão julgadora, para definir o reconhecimento que a premiação deu aos selecionados. O destaque foi registrado em publicação no portal da instituição, anunciando os vencedores.

“A SBPC está dizendo: ‘Olha, a divulgação científica que você faz é uma divulgação bem-feita, uma divulgação correta e que atinge os objetivos principais da divulgação científica – que é informar com uma linguagem acessível e sem deturpar os fatos’. Para mim, foi fantástico conhecer mais esse universo de divulgadores das redes sociais. A gente, que está muito dentro da academia, conhece muitas pessoas que fazem divulgação científica na própria academia, muito bem-feita, mas saber mais desse universo de divulgadores nas redes sociais, com a linguagem que atinge a meninada, essa linguagem moderna, com o rigor que eles estão fazendo, foi uma experiência muito boa”.

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Ainda de acordo com a SBPC, em sua primeira edição, o prêmio obteve 70 candidaturas válidas, das quais foram selecionados 31 semifinalistas. Com o foco de engajar os usuários e a comunidade científica no TikTok, cada semifinalista elaborou um vídeo se apresentando e apresentando o seu trabalho, o que contabilizou 393.970 visualizações e mais de 27,5 mil curtidas e comentários no perfil da SBPC no TikTok.

A diversidade regional, social e cultural foi um dos critérios do Prêmio SBPC-TikTok de Divulgação Científica. O processo de seleção envolveu duas etapas: uma avaliação realizada por uma comissão formada por cientistas e divulgadores científicos e uma fase de votação popular, baseada no engajamento nos vídeos publicados pelos semifinalistas.

Presença e protagonismo

O perfil do Museu Goeldi no TikTok foi criado em 2023 e tem recebido atenção especial da equipe de Comunicação nos últimos meses. Responsável pela inscrição do Museu Goeldi na premiação, Tarcízio Macedo, pesquisador e coordenador de projetos de pesquisa do Laboratório de Comunicação Pública da Ciência na Amazônia (LabCom), acompanhou a candidatura da instituição, estimulando o engajamento da equipe.

“O prêmio é um reconhecimento importante de que a divulgação científica da nossa instituição precisa ocupar outros espaços onde as pessoas também consomem informação. Durante muito tempo, a comunicação da ciência esteve concentrada em canais especializados. Hoje, ela também acontece nas plataformas digitais, especialmente entre os públicos mais jovens, e o Museu Goeldi reforça sua presença e seu protagonismo nesses ambientes. O prêmio, avaliado por um júri especializado de cientistas e divulgadores científicos, mostra que somos referência no que fazemos, além de valorizar e estimular o trabalho diário da nossa equipe, que produz conteúdos de qualidade para aproximar as ciências da sociedade”, afirmou.

Três trabalhos na vitrine

A coordenadora de projetos aplicados do LabCom, Joice Santos, participou da seleção e da produção dos trabalhos que foram apresentados à comissão julgadora, como uma vitrine da produção cotidiana da equipe composta por profissionais da comunicação, estagiários, bolsistas e pesquisadores do Serviço de Comunicação Social e do LabCom. "Dessa experiência, ficam as lições: comunicação é processo construído ao longo do tempo; e, bem provocado, o público se engaja e responde com paixão e afeto ao material que informa, encanta e emociona. Chegamos aqui, mantendo a diversidade, a amplitude e a constância na comunicação pública da ciência, ao longo dos anos".

Da série “Pioneirismos” – que mostra os primeiros cientistas da instituição na Amazônia –, foram destacados os vídeos sobre a ex-diretora do Museu Goeldi Emilia Snethlage, ornitóloga alemã e primeira mulher a dirigir uma instituição de pesquisa na América do Sul, em 1914; e de Alba Maranhão, uma das primeiras ictiólogas do Brasil, nomeada como chefe da Seção de Piscicultura do Museu, em 1941. Os conteúdos foram produzidos por Sâmia Batista e Joice Santos (argumento e roteiro), Adrya Marinho (edição), Marcos Andrade (Motion) e Nelson Sanjad (pesquisa). O terceiro trabalho tratou sobre a identificação do Microphotina cristalino, uma espécie de louva-deus que possui asas translúcidas e iridescentes, uma característica única. O vídeo foi produzido e editado por Uriel Pinho (bolsista, à época) e Joice Santos.

O vídeo que pedia o engajamento do público na etapa de votação popular foi produzido por Emerson Ruan, Elis Monteiro, Joice Santos e Tarcizio Macedo (roteiro); Louise Di Fátima, Matheus Neves e Woltaire masaki (imagens e edição); Odara Gabriele e Gabriela Moura (apresentação).

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