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RUMO AO PANAMÁ

Mulher que "morava" no aeroporto de Belém consegue passagem

Com apoio institucional, estrangeira conseguiu emitir novos documentos e se prepara para retomar viagem interrompida desde o ano passado.

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Imagem ilustrativa da notícia Mulher que "morava" no aeroporto de Belém consegue passagem camera A cidadã africana Fatmata Sessai, enfim, vai embora de Belém | Divulgação

O que começou como uma simples conexão aérea acabou se transformando em uma longa espera marcada por dificuldades, burocracia e incertezas. Após passar meses vivendo dentro do Aeroporto Internacional de Belém, a cidadã africana Fatmata Sessai finalmente recebeu a notícia que aguardava: sua viagem poderá ser retomada nos próximos dias.

Natural de Serra Leoa, país localizado na África Ocidental, Fatmata teve os planos interrompidos depois de perder o documento de viagem durante uma escala na capital paraense. Sem o passaporte, ela ficou impossibilitada de embarcar para o Panamá, país onde afirma ter familiares e para onde pretendia seguir após deixar o Brasil.

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A situação se agravou com o passar do tempo. Sem condições financeiras para custear hospedagem e alimentação, a estrangeira passou a permanecer no próprio aeroporto, onde enfrentou uma rotina de vulnerabilidade enquanto buscava uma solução para regularizar sua documentação.

Nas últimas semanas, a história ganhou repercussão e mobilizou instituições públicas. A atuação conjunta de órgãos de assistência e do Ministério Público permitiu a compra de uma nova passagem aérea, abrindo caminho para que Fatmata deixe Belém e continue o trajeto interrompido há vários meses.

Além da aquisição do bilhete, foi necessário regularizar a documentação para a viagem internacional. Um novo passaporte foi providenciado e ainda estão sendo concluídas exigências relacionadas à entrada no país de destino, como procedimentos migratórios e atualização de vacinas.

Durante o período em que permaneceu na capital paraense, a estrangeira recebeu acompanhamento de serviços públicos municipais. Foram disponibilizados auxílio para deslocamento e acesso a locais onde pudesse realizar refeições, tomar banho e utilizar serviços básicos. Apesar disso, ela optou por continuar no aeroporto enquanto aguardava a resolução do impasse.

Paralelamente à assistência prestada, o desaparecimento do passaporte original segue sendo investigado pelas autoridades. O caso também motivou apurações sobre os procedimentos adotados após a identificação da situação da viajante, incluindo a forma como o episódio foi comunicado aos órgãos responsáveis.

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A expectativa é de que Fatmata embarque nos próximos dias, encerrando um período que chamou a atenção de passageiros, trabalhadores do terminal e da população que acompanhou sua trajetória. Após meses de espera em um dos principais aeroportos da região Norte, ela se prepara para retomar a viagem e reencontrar familiares fora do país.

Veja o vídeo:

Há dois meses o Aeroporto Internacional de Belém foi a moradia de Fatmata Divulgação
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