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OPERAÇÃO NÊMESIS

PC prende investigados em São Paulo por golpe do falso advogado

Os envolvidos se passavam por advogados e atuavam em escritórios jurídicos cobrando taxas antecipadas e tributos inexistentes. Confira!

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Imagem ilustrativa da notícia PC prende investigados em São Paulo por golpe do falso advogado camera As investigações conduzidas pela DCDI identificaram a atuação de indivíduos responsáveis por aplicar fraudes eletrônicas mediante utilização indevida da identidade visual e dados de escritórios de advocacia, induzindo vítimas ao erro por meio de aplicativos de mensagens instantâneas. | Foto: Divulgação/PCPA

Coibir práticas ilegais ou ilícitas que ofereçam riscos ou fraudes contra vítimas, é fundamental para que crimes como esses sejam não apenas punidos, como também, evitados. Nesse sentido, o papel da Polícia Civil é essencial.

Na manhã desta segunda-feira (25), a Polícia Civil do Estado do Pará deflagrou a primeira fase da operação “Nêmesis”, para dar cumprimento a mandados de prisão preventiva e de busca e apreensão domiciliar contra investigados de aplicar o golpe do “Falso Advogado”.

A operação policial foi coordenada pela Divisão de Combate a Crimes Contra Direitos Patrimoniais Praticados por Meios Cibernéticos (DCDI), vinculada à Diretoria Estadual de Combate a Crimes Cibernéticos (DECCC), e contou com o apoio da Polícia Civil do Estado de São Paulo, onde os alvos estavam residindo.

“A investigação tem por finalidade o enfrentamento de uma associação criminosa responsável pela prática do denominado golpe do ‘falso advogado’, conduta tipificada no artigo 171, parágrafo 2º-A, bem como pelos crimes de falsa identidade, previsto no artigo 307, e de associação criminosa, tipificado no artigo 288, todos do Código Penal Brasileiro. Durante as diligências, as equipes da DCDI cumpriram três mandados de busca e apreensão domiciliar e pessoal, bem como três mandados de prisão preventiva, expedidos pelo Juízo da Vara de Inquéritos Policiais da Região Metropolitana de Belém”, explicou a delegada Vanessa Lee, titular da DECCC.

As diligências foram realizadas nos municípios de São Vicente, Santos e São Paulo, todos no Estado de São Paulo. As investigações conduzidas pela DCDI identificaram a atuação de indivíduos responsáveis por aplicar fraudes eletrônicas mediante utilização indevida da identidade visual e dados de escritórios de advocacia, induzindo vítimas ao erro por meio de aplicativos de mensagens instantâneas.

“Os investigados se passavam por advogados ou representantes de escritórios jurídicos, informando falsamente a liberação de valores judiciais, condicionando o suposto recebimento ao pagamento antecipado de taxas, custas ou tributos inexistentes. No curso das diligências realizadas hoje, nós conseguimos prender os três alvos e realizamos as buscas e apreensões pertinentes nas residências a eles ligadas. Esse golpe tem provocado prejuízos financeiros relevantes para os escritórios e seus clientes”, contou a delegada Jacyara Sarges, titular da DCDI e responsável pela investigação.

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Operação Nêmesis

A denominação da operação faz referência à deusa grega da justiça retributiva e da vingança contra aqueles que agem com arrogância, fraude e impunidade, simbolizando a resposta estatal firme e proporcional contra agentes envolvidos em crimes cibernéticos patrimoniais que causam expressivos prejuízos financeiros e emocionais às vítimas.

“A Polícia Civil do Estado do Pará reafirma seu compromisso institucional no combate qualificado aos mais diversos crimes, dentre eles os cometidos por meios cibernéticos, especialmente fraudes eletrônicas praticadas mediante engenharia social e utilização indevida de meios digitais, fortalecendo a atuação integrada entre inteligência policial, investigação especializada e cooperação interestadual”, ressaltou o delegado-geral da PCPA, Raimundo Benassuly.

Aparelhos celulares e outros dispositivos eletrônicos foram apreendidos e serão submetidos à perícia técnica especializada, visando à extração de dados telemáticos, identificação de novas vítimas, análise de movimentações financeiras e eventual identificação de outros integrantes da associação criminosa. Os investigados foram conduzidos às unidades policiais competentes para os procedimentos legais cabíveis e permanecerão à disposição da Justiça.

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