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BIOECONOMIA

Ingredientes amazônicos ganham espaço na indústria nacional

A bioeconomia amazônica cresce com insumos regionais e oportunidades para comunidades.

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Imagem ilustrativa da notícia Ingredientes amazônicos ganham espaço na indústria nacional camera Taperebá | Reprodução/RALANDOAPANELA

Por décadas restritos ao consumo regional e às feiras populares da Amazônia, frutos, sementes e ingredientes típicos da floresta começam a ocupar espaço estratégico no mercado brasileiro. O avanço da bioeconomia e a busca da indústria por produtos naturais e sustentáveis têm impulsionado o interesse por insumos amazônicos ainda pouco conhecidos nacionalmente.

Frutos como murici, bacaba, camu-camu, taperebá e bacuri passaram a despertar atenção de empresas dos setores alimentício, cosmético e farmacêutico. O movimento vem sendo fortalecido pela Plataforma Digital da Floresta, desenvolvida pelo Instituto CERTI Amazônia, que conecta empresas a fornecedores de mais de 30 cadeias produtivas da sociobiodiversidade amazônica.

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Além de produtos já consolidados no mercado, como açaí e cacau, a plataforma reúne ingredientes ainda pouco explorados comercialmente, entre eles vinagreira, taioba e taperebá. A proposta é aproximar produtores, cooperativas e comunidades extrativistas da indústria nacional, ampliando oportunidades de comercialização e geração de renda.

Entre os produtos que mais cresceram em demanda neste ano está o babaçu, que registrou procura acima do esperado em 2025. Segundo o Instituto CERTI Amazônia, o sistema permite negociações diretas entre produtores e compradores, além de oferecer rastreabilidade dos produtos e inteligência de dados aplicada à bioeconomia.

A plataforma opera por meio de três ferramentas integradas: o Bioconex, voltado para negociações comerciais; o Vem de Onde, responsável pela rastreabilidade; e o BI da Floresta, que reúne dados sobre produção, clima e disponibilidade de insumos para melhorar o planejamento das cadeias produtivas.

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Empresas já utilizam a tecnologia para prever safras de castanha empregadas em seus produtos. Segundo Marco Giagio, diretor do Instituto CERTI Amazônia, o uso de inteligência de dados ajuda a garantir maior estabilidade econômica para comunidades extrativistas e mais segurança no fornecimento para a indústria.

Nos últimos anos, a iniciativa passou a ampliar sua atuação para mercados das regiões Sul e Sudeste do país. Testes realizados em 2025 avaliaram a capacidade de fornecimento de diferentes cadeias produtivas amazônicas, abrindo caminho para expansão comercial em outras regiões brasileiras.

O avanço dessas conexões reforça o potencial da bioeconomia amazônica como alternativa de desenvolvimento sustentável, ao mesmo tempo em que fortalece comunidades tradicionais e amplia a presença de ingredientes da floresta na indústria nacional.

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