Na tarde desta terça-feira (07), a Justiça Belém condenou o motorista de aplicativo Agildo Soares de Sousa pelo acidente na canaleta do BRT que resultou na morte de dois policiais civis e deixou outras duas pessoas feridas em 2022.
Contudo, apesar da condenação, o réu não será preso e a pena de três anos de reclusão em regime aberto foi suspensa pelo mesmo período, permitindo que ele cumpra medidas determinadas pela Justiça em liberdade.
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Inicialmente, Agildo respondia por homicídio doloso, quando há intenção de matar ou se assume o risco, mas os jurados entenderam que não houve intenção e definiram o crime como culposo, causado por imprudência no trânsito.
Segundo a sentença, o motorista tentou realizar uma manobra irregular para entrar na faixa exclusiva do BRT em um cruzamento movimentado, desrespeitando regras básicas de trânsito e colocando várias pessoas em risco.
O acidente resultou na morte dos policiais Homero Góis e Silva de Souza e Rejane Maria Oliveira Silva. Além disso, outras duas pessoas ficaram feridas: Bruno Moraes Gomes sofreu lesões graves, ficou incapacitado por mais de 30 dias e com deformidade permanente, enquanto Clayton Pereira Vila Nova teve ferimentos leves. O juiz destacou como agravante o fato de Agildo não ter prestado socorro imediato às vítimas.
A sentença levou em conta a gravidade do acidente e o número de vítimas, mas aplicou redução na pena porque o réu confessou o crime. Com a suspensão condicional da pena, ele terá que cumprir regras durante três anos, como comparecer à Justiça a cada três meses e informar qualquer mudança de endereço. Após a decisão se tornar definitiva, os direitos políticos do réu também serão suspensos.
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Relembre o caso
O acidente ocorreu em dezembro de 2022, na canaleta do BRT em Belém, quando Agildo Soares de Sousa, ao tentar uma manobra irregular, atingiu os policiais Homero Góis e Silva de Souza e Rejane Maria Oliveira Silva, que morreram no local. Homero era o piloto do veículo e foi arremessado pelo para-brisa para cima do capô do carro.
Outras duas pessoas ficaram feridas: Bruno Moraes Gomes, com lesões graves e deformidade permanente, e Clayton Pereira Vila Nova, com ferimentos leves. A colisão causou grande repercussão, tanto pela gravidade das mortes quanto pelo debate sobre segurança no trânsito e responsabilidade de motoristas de aplicativos.
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