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"COMPORTAMENTO IDÊNTICO"

Testemunho de ex-companheira foi decisivo na condenação de Bruno Mafra

A testemunha afirmou que o comportamento do réu com ela foi idêntico ao descrito pelas filhas

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Imagem ilustrativa da notícia Testemunho de ex-companheira foi decisivo na condenação de Bruno Mafra camera Um ponto crucial para o convencimento da Justiça foi o depoimento da mãe de um dos filhos do réu | Reprodução/Instagram

Bruno Nóbrega Mafra, nome conhecido no cenário artístico e musical de Belém por integrar e atuar como vocalista, durante muitos anos, da Banda “Bruno e Trio”, teve sua condenação a 30 anos de prisão por estupro de vulnerável divulgada nesta semana. A sentença, proferida pela 2ª Vara de Crimes Contra a Dignidade Sexual de Crianças e Adolescentes, não apenas detalha os crimes cometidos contra suas duas filhas, mas também traça um perfil do condenado que vai além das acusações específicas.

Um ponto crucial para o convencimento da Justiça foi o depoimento da mãe de um dos filhos do réu. Ela contou que se envolveu com Bruno Mafra quando tinha apenas 14 anos, enquanto ele alegava ter 21, mas na verdade tinha 28. A testemunha afirmou que o comportamento do réu com ela foi idêntico ao descrito pelas filhas, incluindo a exibição de vídeos pornográficos e a manipulação de sua inexperiência.


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A testemunha informante da acusação, mãe de um filho de Bruno, relatou suas experiências e o que sabe sobre os abusos sexuais cometidos por Bruno contra suas filhas, Melissa e Júlia (nomes fictícios para preservar a real identidade da vítima). Larissa declarou que, quando soube das denúncias de abuso sexual feitas por Melissa e Júlia, teve uma reação de forte ansiedade, pois as situações descritas pelas meninas eram muito semelhantes às que ela mesma viveu com Bruno quando era adolescente. Ela contou que se envolveu com Bruno quando estava com 14 anos de idade, enquanto ele alegava ter 21 anos. Dois anos depois, descobriu que ele tinha, na verdade, 28 anos. Larissa declarou que Bruno manipulou sua inexperiência e inocência para manter um relacionamento com ela, incluindo relações sexuais que, na época, ela não via como abusivas, mas que hoje entende como manipulação e abuso sexual. Afirmou que tudo o que as meninas relataram sobre os abusos sexuais praticados por Bruno foi exatamente a forma como ele agiu com ela”, disse a magistrada nos autos

Mônica Maciel Soares Fonseca, Juíza
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Manipulação psicológica e normalização da violência

O processo revela que Mafra se aproveitava de sua posição de pai e da confiança das filhas para cometer os abusos. A juíza Mônica Maciel Soares Fonseca destacou em sua decisão a “manipulação psicológica” exercida pelo réu, que insistia em manter os atos em segredo e normalizava a violência.

As vítimas, em seus depoimentos, relataram episódios em que o pai comprava biscoitos após os abusos ou dava dinheiro para o cabelo em troca de beijos, numa clara tentativa de distorcer a percepção das crianças sobre o que havia acontecido.

Defesa rejeitada

A defesa, que tentou a absolvição do réu sob alegação de falta de provas e insinuou a existência de um “conluio” entre as mães das vítimas, viu sua tese rejeitada. A juíza apontou que não havia elementos que comprovassem a alegação de alienação parental ou de que as genitoras, que não tinham proximidade, teriam se unido para incriminar o réu.

O interrogatório do acusado, no qual ele negou veementemente as acusações e classificou os relatos das filhas como “falsos”, não foi suficiente para contrapor as provas reunidas.

A condenação, que soma as penas pelos crimes contra as duas vítimas, resultou em 30 anos, 4 meses e 24 dias de reclusão em regime inicial fechado. Apesar da severidade da pena, o réu foi autorizado a recorrer em liberdade.

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Defesa pretende recorrer

A reportagem do DOL entrou em contato com a defesa do cantor Bruno Mafra, que, por meio de nota, informou que o processo judicial ainda se encontra em curso, inexistindo, até o presente momento, decisão definitiva.

"Serão adotadas as medidas recursais cabíveis, uma vez que a defesa sustenta a existência de relevantes violações ao devido processo legal, com potencial comprometimento da validade jurídica dos atos processuais e da própria decisão proferida", disse a defesa do artista.

E, por fim, a defesa também registrou "preocupação com a divulgação de informações relacionadas a processo que tramita sob sigilo, circunstância que, em tese, exige rigorosa observância das restrições legais de acesso e divulgação, tanto para a preservação da regularidade processual quanto para a proteção dos direitos das partes envolvidas", finalizou o posicionamento.

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