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DENÚNCIA

Servidores do IBAMA são acusados de furtar móveis de marcenaria no Pará

O dono da marcenaria afirma que não estava presente no momento da retirada e não recebeu documentação oficial indicando a apreensão dos bens

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Imagem ilustrativa da notícia Servidores do IBAMA são acusados de furtar móveis de marcenaria no Pará camera Imagens de câmeras de segurança, que circulam nas redes sociais, mostram a movimentação dos móveis durante a ação | Reprodução

Em meio às discussões cada vez mais intensas sobre fiscalização ambiental e os limites da atuação do poder público na região amazônica, uma denúncia vinda do interior do Pará lançou novos questionamentos sobre a condução de operações federais. No município de Trairão, no sudoeste do Pará, moradores relatam supostas irregularidades durante uma ação que envolveu agentes do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), com apoio de forças federais.

Segundo o proprietário de uma marcenaria local e testemunhas, trazidas pelo portal Gazeta do Pará, móveis de madeira, entre eles cadeiras, teriam sido retirados do estabelecimento durante a operação, sem a apresentação de termo administrativo, auto de apreensão ou qualquer documento formal que justificasse a medida. A situação gerou indignação na comunidade e levantou dúvidas quanto à legalidade do procedimento adotado.

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Imagens de câmeras de segurança, que circulam nas redes sociais, mostram a movimentação dos móveis durante a ação. O dono da marcenaria afirma que não estava presente no momento da retirada e que, até então, não recebeu documentação oficial indicando a apreensão dos bens ou a destinação do material recolhido.

Durante a repercussão do caso, um servidor, apontado por moradores como responsável pela operação, teria apresentado uma justificativa informal, alegando necessidade do material. A explicação, no entanto, foi considerada insuficiente por parte da população e por especialistas ouvidos pela reportagem.

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“Se há necessidade para escolas ou instituições, o caminho tem que ser legal”, afirmou um morador da região, que preferiu não se identificar.

O DOL entrou em contato com o Ibama para uma manifestação oficial sobre as denúncias e aguarda retorno. A reportagem segue aberta para o posicionamento do órgão.

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