Crimes contra pessoas idosas se tornaram uma prática que assusta brasileiros, principalmente pela suscetibilidade deste público a golpes digitais atualmente. Por isso, quadrilhas especializadas têm atuado com sucesso.
No entanto, a Polícia Civil do Pará prendeu três pessoas suspeitas de integrar uma quadrilha especializada em crimes contra idosos na última quinta-feira (26). Vale ressaltar que a prisão foi resultado de uma ação conjunta que envolveu diversas unidades policiais.
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Assim, equipes da 12ª Seccional Urbana de Castanhal, Núcleo de Apoio à Investigação, Grupo de Trabalho de Facções e Divisão de Operações de Inteligência trabalharam de forma integrada.
Por fim, os três suspeitos foram capturados em flagrante no município de Ananindeua.
Vítima perdeu mais de R$ 71 mil
Uma idosa de 75 anos foi alvo do grupo criminoso no dia 24 de fevereiro deste ano em Castanhal, na Região Metropolitana de Belém. Naquele dia, ela fazia compras em um supermercado quando foi abordada.
As informações apontam que os suspeitos usaram truques para distrair a mulher e, depois disso, a forçaram a sair do estabelecimento sob ameaça. Logo em seguida, a colocaram dentro de um veículo.
A idosa ficou em poder deles por aproximadamente duas horas e meia. Durante esse período, sofreu coação para revelar senhas bancárias.
Além disso, foi obrigada a fazer saques e outras movimentações financeiras. Como resultado, o prejuízo total chegou a R$ 71.116,42.
Além de realizarem saques em diferentes agências bancárias da região, os investigados também fizeram compras de alto valor em estabelecimentos comerciais.
Ademais, tentaram efetuar transações com maquininhas de cartão. Por fim, ainda contrataram um empréstimo em nome da idosa. Entretanto, mesmo depois de libertar a vítima, os criminosos continuaram a usar os cartões bancários dela.
Assim, fizeram transações em outros municípios paraenses. Dessa forma, esse comportamento permitiu que os investigadores rastreassem os suspeitos até o município de Ananindeua.
A mulher sofreu danos que vão além do prejuízo financeiro. Isso porque o trauma emocional causado pelo sequestro foi intenso. Portanto, as autoridades consideram a gravidade do crime não apenas pelo valor envolvido.
Investigação identificou grupo interestadual
As equipes policiais iniciaram as investigações assim que tomaram conhecimento do caso. Então, realizaram um trabalho contínuo de coleta de provas.
Por isso, analisaram imagens de câmeras de segurança de diversos locais. Igualmente, examinaram as movimentações bancárias relacionadas ao crime. Além disso, identificaram o veículo usado pelos envolvidos.
As apurações revelaram que o grupo teria vindo do Tocantins especificamente para cometer crimes no Pará.
Os policiais localizaram os três investigados na manhã de quinta-feira no bairro de Águas Lindas, em Ananindeua. Naquele momento, os suspeitos se preparavam para deixar o estado do Pará.
Por isso, as equipes agiram rapidamente para efetuar a prisão. Durante a abordagem, os agentes encontraram diversos objetos que comprovam o crime, como:
- Cartões bancários da vítima;
- Dinheiro em espécie proveniente dos golpes;
- Aparelhos celulares usados na ação;
- Roupas utilizadas durante o crime;
- Maquininhas de cartão empregadas nas transações fraudulentas.
Quadrilha atuaria de forma organizada
As investigações demonstram que o grupo tem estrutura bem definida. Isso significa que cada integrante tinha uma função específica nas ações. Além disso, os suspeitos se deslocavam entre estados para tais atividades.
Eles escolhiam vítimas em situação de vulnerabilidade, como pessoas idosas. Além disso, alguns dos presos já respondem por crimes semelhantes em outros estados.
Desta forma, a ficha criminal reforça o perfil de especialização do grupo.
Suspeitos foram autuados por três crimes
Os três presos responderam em flagrante por crimes graves. Assim, foram autuados por associação criminosa, extorsão com restrição da liberdade da vítima e roubo majorado.
Entretanto, as investigações continuam para descobrir a extensão completa da atuação do grupo. Por isso, as autoridades trabalham para identificar outras possíveis vítimas e crimes cometidos pelos suspeitos.
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