
O açaí, alimento fundamental na dieta dos povos originários da Amazônia, é preparado de formas distintas na região. Em Belém, capital do Pará, o fruto costuma ser processado em máquinas que separam a polpa do caroço, transformando-o na pasta consumida em todo o país.
Nas comunidades indígenas, o processo segue métodos tradicionais. Os frutos são colocados em uma bacia com água quente e, em seguida, batidos manualmente com um pedaço de madeira até que a polpa se desprenda da semente. O resultado final é semelhante ao obtido com as máquinas, mas realizado em um ritual que preserva memória e identidade.
Segundo as comunidades, o preparo tradicional vai além da alimentação: é uma prática cultural transmitida de geração em geração, que simboliza respeito à natureza e preservação da ancestralidade. Cada etapa, desde a coleta até o consumo, reflete a relação direta dos povos indígenas com o território.
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Um vídeo divulgado pela página Povos Originários, no Instagram, mostra o passo a passo desse preparo e ressalta a importância de manter viva a tradição.
Além das aldeias, o método manual ainda é utilizado em áreas rurais onde famílias não têm acesso às máquinas, cujo custo varia entre R$ 1.000 e R$ 3.000.
Mais do que um alimento, o açaí é considerado história, tradição e vínculo com a floresta amazônica.
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